11/03/2010, 01:14

Ei base aliada o adversário é o Sílvio

Os olhos de todos estão voltados para a confusão que está instalada na base governista. E quem está rindo a toa é o pré-candidato tucano Silvio Mendes, que viaja para o interior pode planejar a transição da administração de Teresina para o vice-prefeito Élmano Ferrer com calma  porque seus adversários estão ocupados brigando entre si, dentro da base do governo do Estado.

Faltando pouco mais de duas semanas para o prazo de desincompatibilização o tucano Sílvio Mendes segue tranqüilo. Nem mesmo os opositores de Mendes na Câmara Municipal, falo dos vereadores do PT, parecem estar preocupados com o candidato tucano.  Os aliados do governador Wellington Dias agem com se fossem concorrer as eleições sozinhos e isso é um erro gravíssimo.  

E este esquecimento é tudo que o PSDB quer e precisa para consolidar mais ainda sua candidatura. Hoje, os membros do que um dia foi a base aliada do Governo, enfrentam-se como adversários políticos.
 
No outro lado, deixando os tucanos livre, leves e soltos para articular a candidatura de Mendes.  PT, PSB, PTB, PMDB, PC do B e PDT, cometeram muitos erros na condução do processo de escolha do candidato governista.
Agora estão cometendo outro (que pode ser irreversível) ao fazer de conta que o prefeito Sílvio Mendes e sua candidatura não existem. Eles existem,  são reais e podem ser o ponto final do “projeto da base governista para o Piauí”. 

Só para lembrar "Ei base aliada o adversário é o  doutor Sílvio"... 

 

09/03/2010, 00:25

E agora José (Wellington)?

Parece que o caldo entornou dentro do Partido dos Trabalhadores. Não adiantou nada o governador Wellington Dias ter pedido paciência e calma na última sexta-feira na tentativa de por fim acordado nesta novela que se tornou a escolha do  candidato a sua sucessão.

Embalado pela fofocas e futricas que tomaram conta do noticiário político no final de semana, o deputado federal Nazareno Fonteles começou a segunda-feira chutando o balde. Melhor dizendo o deputado chutou a estrela do PT, com um único objetivo mexer com o partido. E ele conseguiu. O fato pode ser analisado em dois  momento: o primeiro, as declarações fortes  do deputado Nazareno Fonteles; e o segundo quando Fonteles entregou uma carta forte e direta ao presidente do diretório estadual Fábio Novo.

As declarações espalharam mais brasas neste incêndio que se tornou o processo de escolha do candidato governista e este incêndio contagiou muita gente dentro do PT que está insatisfeita, mas não teve coragem de pronunciar. 

Para ser justo: Nazareno Fonteles se manteve coerente a sua postura, de seguir cegamente o estatuto do PT. Ele falou e teve a coragem de falar em público, o que muitos petistas só conversavam entre si.

A ação do deputado federal mostrou que muita gente dentro do PT não está satisfeita com este processo, basta ver as reações ao seu favor. Mas mostrou uma faceta de um partido que estava acomodado, ninguém questionou na época da famosa reunião na casa do governador (no ano passado) quando os partidos que estão no Governo  concordaram os “critérios” para a escolha do nome que iria concorre a sucessão de Dias.

Nos últimos dias antes da decisão o ato do deputado pode até resolver tudo – porque nada como o caos para que se encontre a solução dos problemas – Mas a solução para este balaio de gatos que se tornou a sucessão estadual depende principalmente da habilidade do senhor José Wellington Barroso Araújo Dias em solucionar crises.

Por isso pergunto: E agora José (Wellington)?

 

 

07/03/2010, 18:23

Governador falou, mas a dúvida continua

A semana inicia e a dúvida permanece sobre a decisão do governador Wellington Dias em relação à base aliada. O único fato concreto das últimas horas partiu do próprio governador quando disse que uma reunião da base aliada no dia 12 de março definirá o nome deo candidato ao Governo.

Até a próxima sexta-feira as especulações ainda vão povoar o noticiário político principalmente por causa das declarações do próprio governador Wellington Dias. Em sua comemoração de aniversário Dias frisou o seguinte: “que entende as aspirações políticas e pessoais de cada um (referindo-se a base aliada), mas a sua decisão será pensando no melhor para a população do Piauí”.

Ou seja, nada está definido, pelo menos ainda, a declaração acima pode ser aplicada aos quatro pré-candidatos da base aliada – o senador João Vicente Claudino (PTB), o vice-governador Wilson Martins (PSB), o secretário Antonio José Medeiros (PT) e o deputado federal Marcelo Castro (PMDB). 

Afirmação pode usada ainda para justifica uma decisão de Wellington Dias: seja ela de ficar no Governo ou se afastar e concorrer ao Senado.

Em resumo nada de novo aconteceu. Só as incertezas que deve continuar pairando sobre a cabeça de muitos. Por isso não custa nada esperar mais um pouco até o dia 12, onde saberemos a definição
do quadro.

 

06/03/2010, 00:23

Os que saem para a eleição...

O professor e Jornalista Roberto John deixa a Superintendência de Representação do Governo do Piauí em Brasília. O motivo ele é candidato uma vaga na Câmara Federal.  Ele comunicou ao governador sua decisão.

Roberto foi o candidato do PT ao Senado em 2002 teve mais 400 mil votos. Ele deixa a superintendência nos próximos dias para dedicar-se a campanha.

O delegado Marllos Sampaio deixa a delegacia especializada do Idoso. Vai ser candidato a deputado federal. O delegado fez um balanço de sua atuação frente a delegacia, mais de 200 prisões de pessoas que lesavam idosos no Piauí.

 

04/03/2010, 00:30

Mais uma pesquisa, mais uma confusão...

Uma pesquisa de intenção de voto só agrada quem está na frente. A frase é uma verdade, melhor dizendo uma certeza e talvez a única neste momento no Piauí. Só o senador João Vicente Claudino gostou dos números divulgados na manhã desta quarta-feira.

 A divulgação da pesquisa do IBOPE sobre a sucessão estadual surtiu o efeito esperado. Parece que caiu uma bomba na base aliada.  E como uma bomba foi estardalhaço para todo lado, bastou acompanhar o noticiário político das televisões de os portais para se ter uma noção da reação da base aliada.

Wilson Martins, Antonio José Medeiros desqualificaram a pesquisa. Chegando ao ponto de ter uma reunião entre Martins e Medeiros que alimentou mais ainda a especulação em torno desta pesquisa e de seus desdobramentos.

Como se isso não bastasse o blog chegou a ouvir um boato que a pesquisa teria sido feita pelo grupo do senador João Vicente e o IBOPE teria assinado a pesquisa.  Fato que blog considera um absurdo.

Mas não deixo de dar razão a indignação dos pré-candidatos. Em primeiro lugar nunca ficou estabelecido previamente qual instituto de pesquisa iria fazer a aferição para a escolha do candidato da base. Como cada pré-candidato tem suas pesquisas é natural que eles discordem que qualquer amostragem feita, principalmente quando os números não agradam.

Outro ponto: não ouvi, nem li, que essa pesquisa seria a determinante para a escolha do candidato.  “Estão dizendo que esta pesquisa do IBOPE é que vai determinar o candidato”, mas nenhuma pessoa com autoridade para falar o assunto ratifica a informação.

A pesquisa IBOPE/TV Clube/ Acessepiauí só serviu para colocar mais lenha na fogueira.  A base está cada vez mais divida e a oposição só observa, torce por mais confusão e esperar para ver o que sobra quando a base aliada quebrar de vez.

 

03/03/2010, 23:35

Mão Santa, Heráclito e o PT pela pemanência de Dias

Atentai Bem: A quem interessa a permanência do governador Wellington Dias no Governo, além do PT?

A resposta é simples aos senadores Heráclito Fortes (DEM) e Mão Santa (PSC), que teriam suas vidas bem facilitadas se Dias desistisse da candidatura ao Senado.

O Blog pode até estar delirando, mas tenho certeza que os dois senadores estão trabalhando nos bastidores para que o governador permaneça em seu mandato.

E com certeza tem muita gente no PT que deve estar gostando desta forcinha.

 

01/03/2010, 23:43

Um jornalismo de futricas...

Uma criação de boatos sem fim...  é como podemos resumir as últimas horas do nosso noticiário político.  O último alvo foi o deputado Marcelo Castro. A imprensa foi bombardeada com informações que ele desistiria da condição de pré-candidato ao Governo do Piauí pelo PMDB e que o governador Wellington Dias “teria afirmado” que o seu candidato é o senador João Vicente Claudino.

A boataria ganha repercussão logo após o governador ter reunido o seu partido e ter batido o martelo onde a sucessão será definida na reunião dos pré-candidatos. Que deve acontecer ainda na primeira quinzena de março. Na mesma reunião ficou acertado que no PT apenas o presidente da sigla o deputado estadual Fábio Novo falaria sobre a sucessão. Neste caso – caso o fato fosse verdade - o próprio governador teria quebrado o acordo que fez com o PT.

Outro ponto nenhum dos pré-candidatos desmente que o critério da pesquisa será o utilizado para definir a candidatura para o governo do Estado.  Onde também não houve nenhuma desistência Marcelo Castro (PMDB), João Vicente Claudino (PTB), Wilson Martins (PSB), Antonio José Medeiros (PT), estão firmes no propósito de concorrerem ao Governo representando a base aliada.

A imprensa deveria fazer os seguintes questionamentos: Qual pesquisa ou quais pesquisas serão utilizadas como critério para a escolha do candidato?  Na avaliação apenas o candidato que estiver na frente vai ficar com a indicação, ou a rejeição vai pesa na composição do critério de escolha?
 
Em vez de questionar aspectos sérios e relevantes desta confusão eleitoral, a nossa imprensa (grande parte dela) se ocupa em trabalhar boatos e notícias plantadas.

Para desespero de muitos a resposta para tudo isto só virá depois da última reunião da base aliada. Por isso os que torcem contra e a favor da coligação governista devem esperar um pouco mais. Isso porque estamos a um mês do prazo para por um ponto final em tudo isso.

 

26/02/2010, 00:18

A única certeza é duvida

Os últimos dias têm sido muito interessantes. Para quem acompanha a nossa confusa política.  Dias onde as histórias mais absurdas ganham corpo, como verdade na montagem no processo sucessório.  Hoje existem dois fatos bem definidos um relativo a oposição e outro ao governo.

Na oposição - o PSDB todos os sinais apontam para a saída de Sílvio Mendes – que seria o candidato das oposições ao Governo do Estado. A prestação de contas lida pelo prefeito da capital neste momento deixa claro que ele está com a casa arrumada e de malas prontas  para seguir sua trajetória política.

Por outro lado na base aliada os sinais não levam a nenhum lugar. Apenas confundem a todos – principalmente os que teimam em querer adivinhar o que vai acontecer. Na base governista todos dizem que o governador Wellington Dias é o comandante do processo (uns afirmam que ele fica até o final do Governo – outros que ele sairá e apoiará um candidato não petista da base aliada).  Estão espalhando todo tipo de boato, em cima desta indefinição, para confundir mais ainda este processo. Os responsáveis: setores do PT, PSB e PTB.

A verdade é que nenhum jornalista ou político sabe qual será o desfecho desta novela. Cada um tem sua vontade, o vice-governador  Wilson Martins, o senador João Vicente e o secretário Antonio José Medeiros. Todos querem viabilizar suas candidaturas. Mas até o final de março caberá o governador Wellington Dias dar a palavra final sobre a sucessão. E é dele que vai partir a decisão final.

E essa dúvida é a única certeza, não se sabe qual será a decisão do governador.  Apenas que Wellington Dias dará o rumo da base governista.

 

11/02/2010, 23:35

A Lei é para o Governo e para a oposição

O blog fez uma crítica à Justiça Eleitoral, há alguns dias, pela falta de ação para coibir a campanha antecipada. A crítica foi voltada mais especificamente ao Ministério Público Eleitoral. Agora que o MPE resolve agir e fiscalizar, os partidos ficam incomodados com a ação.

O Partido dos Trabalhadores é um exemplo disto. Há algumas semanas fez um estardalhaço na imprensa quando o pré-candidato tucano, o prefeito de Teresina Sílvio Mendes estava no interior fazendo campanha.  Chegou ao cúmulo do deputado Nazareno Fonteles afirmar que a Justiça Eleitoral protegia o PSDB.

Agora o PT afirma através de seus representantes que o MPE está exagerando ao fiscalizar o partido, mas pontualmente em relação à caravana do partido que percorreu todo o Estado, nas comemorações de 30 anos da sigla.  O Ministério Público Eleitoral foi até camarada com o PT e aconselhou o partido a fazer o show de encerramento da última terça-feira em um local fechado e não na Praça Pedro II – como havia sido programado.

Na verdade o MPE fez o seu papel de orientar o PT para que não houvesse o ilícito eleitoral e os petistas deveriam estar gratos. E no mais o MPE não fez mais que sua obrigação que é de fiscalizar, orientar, denunciar, processar e pedir a punição (quando for o caso).

O que não pode acontecer é deixar que a campanha eleitoral seja antecipada. Ninguém está acima da Lei e os procuradores e promotores eleitorais devem fazer que a Lei Eleitoral seja respeitada.

Isso vale para todos os partidos, inclusive o PT, PSB, PTB, PMDB, PSDB, DEM, PDT, PPS, PC do B, PP, PR, PSOL, PSTU, PCB...

Por isso ponto para o MPE.

 

09/02/2010, 23:27

Os dilemas do PT balzaquiano

Olhando para trás pode-se ver que o PT evoluiu bastante nestes 30 anos de sua criação. O partido que nasceu como um braço político dos sindicatos na época do final do regime militar fez uma jornada interessante na história política brasileira. E conseguiu o que queira: eleger e reeleger um presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva. No Piauí não foi diferente, o PT cresceu; elegeu e reelegeu o governador Wellington Dias.
 
Os sete anos de governos do PT trouxeram avanços sociais muito grandes para o País e para o Piauí. Mas o PT em seu caminho cometeu erros, como o célebre caso do mensalão (o maior dos erros petistas).  Olhando por uma ótica bem fria erros e acertos fazem parte do crescimento e aprendizado das pessoas, dos grupos, dos partidos.

No Piauí o PT está em momento crucial, melhor dizendo de afirmação de sua maturidade política. Com uma posição firme para 2010, que seria o seu grande presente de 30 anos, a indicação do nome de Antonio José Medeiros como candidato da base aliada ao Governo do Estado.

O grande desafio deste PT balzaquiano é traduzido na vontade do partido e de seus militantes em ter um candidato próprio. Vontade essa que esbarra nos partidos que dão sustentação ao governador Wellington Dias e esperam uma decisão conversada para este salseiro que se tornou a composição para a sucessão deste ano.   Aí onde este PT de 30 peca, falta a maturidade para dialogar – neste momento o partido impõe uma decisão e de certa forma “agride educadamente os seus correligionários”.

Em 30 anos o PT viu que a conversa é a melhor saída, as eleições de 2002 e 2006 são a prova disto e a bem como a eleição de 1998, onde o PT fez composições no mínimo estranhas – mas justificáveis dentro de um contexto político.  Por isso o PT de 30, deve ter cabeça fria para analisar este momento tão peculiar que o partido vive.