Jornalistas a preço de banana

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(MS, 02/07/2009, às 22:25:20)

"Uma consequência óbvia da não obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão seria a rápida desqualificação do corpo de profissionais da imprensa no País. Empresas jornalísticas de fundo de quintal poderiam se proliferar contratando, a preço de banana, qualquer um que se declare como jornalista. Era assim no passado, e resquícios desse período ainda atormentam a classe jornalística de tempos em tempos...A principal atividade desenvolvida por um jornalista, no sentido estrito do termo, é a apuração criteriosa de fatos, que são então transmitidos à população segundo critérios éticos e técnicas específicas que prezem a imparcialidade e o direito à informação. Isso, sim, exige formação, exige estudo, exige profissionalismo." 

Trecho da justificação do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) na apresentação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 33/09, que dispõe sobre a exigência do diploma de curso superior de Comunicação Social, habilitação em jornalismo, para o exercício da profissão de jornalista. A PEC torna facultativa a exigência do diploma para o colaborador (sem relação de emprego, que produz trabalho de natureza técnica, científica ou cultural, relacionado com sua especialização) e ao jornalista provisionado "que já tenha obtido registro profissional regular perante o Ministério do Trabalho e Emprego". O Supremo Tribunal Federal (STF) extinguiu a referida obrigatoriedade. (leia mais: STF torna inútil curso de Comunicação Social, Concurso para jornalista no STF, Sobre cozinheiros e jornalistas)

 

 

 
 

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