Qualidade de vida numa ex-favela de Brasília que falta no Piauí

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Por: Mauro Sampaio/Acessepiaui Mauro Sampaio/Acessepiaui

Vila Trebrasília, uma ex-favela, agora urbanizada e com qualidade de vida

(MS, 30/07/2010, às 09:45:21)

Quanto custaria a urbanização plena, com qualidade de vida, de uma cidade do interior do Piauí com 30 mil habitantes? Se um prefeito ousado tomar como exemplo uma ex-favela localizada em região privilegiada de Brasília, à margem do Lago Paranoá e da Avenida das Nações, poderá fazer uma revolução com apenas R$ 45 milhões a partir de uma projeção do que foi investido no local.

A Vila Telebrasília, após 20 anos de luta dos seus pouco mais de 2 mil moradores, está um brinco. Com R$ 3 milhões, o Governo do Distrito Federal, ainda na gestão de José Roberto Arruda, regularizou os lotes, pavimentou e iluminou todas as ruas, instalou a drenagem pluvial e meios-fios, levou a polícia para dentro da comunidade, construiu pontos de ônibus e revitalizou duas praças. 

Mãe e filho usufruem o Ponto de Encontro Comunitário da Vila Telebrasília, uma ex-favela cujos moradores lutaram e conseguiram ter qualidade de vida (foto: Mauro Sampaio/Acessepiaui)

Qualidade de vida - Não é mais uma favela. É uma pequena cidade, com gente circulando com segurança, comércio de portas abertas, casas com boas fachadas, escolas e creches. Há uma oferta de qualidade de vida na Vila Telebrasília  que poderia estar presente em todo o interior do Piauí, se houvesse uma reação da população e o compromisso dos gestores municipais ( e também do governo estadual) de fazer o melhor.

A Vila Telebrasília era uma ocupação desde a fundação de Brasília. Os pioneiros resistiram a várias tentativas de expulsão e hoje se orgulham de desfrutar com os filhos o resultado positivo de tanta luta. 

A Praça da Resistência está revitalizada com parque infantil, área para musculação e uma pista de skate. A urbanização da Vila Telebrasília foi uma boa obra deixada por José Roberto Arruda (foto: Mauro Sampaio/Acessepiaui)

Dona Antônia, uma baiana de 73 anos, teve na vila o filho Gustavo, 29 anos. Ela acompanha a nova geração no Ponto de Encontro Comunitário. O local  oferece praça, aparelhos para musculação, pista de cooper, campo de futebol com gramado sintético e um barzinho. Há também um posto policial.

A antiga moradora não tem mais do que reclamar: "Agora está tudo bem. Foi muita luta. É bom viver na Vila Telebrasília." O filho concorda: "Aqui não tem mais violência, a comunidade se respeita."  Gustavo se recupera de uma fratura em um pé para voltar a jogar futebol no gramado sintético inaugurado há três meses. 

Musculação e skate na Praça da Resistência, na Vila Telebrasília. A ex-favela respira qualidade de vida. Os moradores se orgulham da luta pela urbanização, finalmente plenamente atendida em 2009 (foto: Mauro Sampaio/Acessepiaui)

O interior do Piauí ainda aguarda um serviço fundamental, que nenhum prefeito parece atento: saneamento básico. E o resto, então... A maioria das cidades não tem absolutamente nada para oferecer de qualidade de vida coletiva. Em alguns casos, os recursos naturais, como rios, são desprezados e estão virando lixo igual ao Parnaíba e  o Poti em Teresina.

A Vila Telebrasília manda um recado aos piauienses: qualidade de vida não cai do céu ou da promessa vaga de um candidato. Qualidade de vida se conquista quando, de fato, se quer. Em primeiro lugar, é preciso iniciar a discussão. Nem que dure 50 anos, a resistência transforma uma cidade ruim no melhor lugar do mundo para se morar. Nada custam R$ 45 milhões ou um pouco mais. Caras são a resignação de uma população e a incompetência dos administradores públicos.

O campo de futebol comunitário da Vila Telebrasília antes da urbanização. O poeirão cedeu lugar  a um gramado sintético aberto a todas a idades (foto: Blog do Omides Chianca)

 
 

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03/08/2010, 14:52

Nome: José Guimarães
Cidade: Brasília - DF

A matéria do Jornalista Mauro Sampaio alerta para aescolha de políticos que realmente se comprometam com a mudança da realidade precária presente na maioria dos municípios piauienses. Sou do Piauí, me orgulho e propago a minha origem, mas não sou alheio à situação caótica vivida nas cidades do meu Estado. Em comentário anterior o colega citou apenas 2, entre 224 cidades, que dispõem de um mínimo de infra-estrutura, o que vem corroborar com as informações do Colunista. Ressalvo apenas que R$ 45 milhões é um valor distante da realidade dos recursos que hoje chegam às cidades piauienses, sejam através dos repasses constitucionais, sejam por dotações extraordinárias.

30/07/2010, 15:04

Nome: Ricardo Luís de Almeida Teixeira
Cidade: São Luís - MA

Prezado Cláudio Barros, Se você ler melhor o artigo escrito, irá perceber que o jornalista tentou demonstrar o quanto é importante uma comunidade se organizar para ter uma melhor condição de vida. Essa é a mensagem final do texto. Então, para que tanta agressividade em seu comentário? Calma. Às vezes fazer comparações entre lugares é bom para Teresina. Abraço e vá fazer exercícios nos equipamentos das praças de Teresina. Será bom para você esfriar a cabeça.

30/07/2010, 11:09

Nome: Claudio Barros
Cidade: Teresina - PI

Mauro, para sua informação, carísimo, equipamentos de ginástica em praças foram instalados em Teresina e em Piripiri. Pena que você, movido pelo desejo de ver nossa terra sempre pelo pior ângulo, não tenha tido tempo de olhar essas coisas. Um abraço do Cláudio Barros

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