Crise no Senado tem participação especial de servidor piauiense, um Paes Landim
(MS, 20/06/2009, às 11:52:50)
Alguém já ouviu falar no Piauí de Franklin Paes Landim? O sobrenome é deveras familiar, mas esse servidor trintão do Senado Federal seria ignorado pelos conterrâneos não tivesse resolvido falar sobre os atos administrativos não publicados que, secretamente, nomeavam parentes de senadores, até de José Sarney, e concediam outras benesses.
Como responsável pelas publicações ou omissões do Diário do Senado, Franklin, piauiense de Caracol, aparentado do deputado Franscisco Paes Landin (PTB-PI), apareceu para a imprensa nacional e deu mais panos para as mangas. O presidente José Sarney (PMDB-AP) teve que convocar entrevista coletiva na manhã de ontem (19) porque o então desconhecido piauiense havia declarado que tudo o fizera, ou deixara de fazer, era ordenado pelos ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi e o maior de todos, ex-diretor geral Agaciel Maia.
Ele está de volta às páginas da Folha de S. Paulo deste sábado (20) para reafirmar tudo o que disse, sem qualquer arrependimento ou medo de perseguição (Sarney disse na entrevista que nada fará contra o Paes Landim): "O que eu falei, eu confirmo, mas não vou acrescentar mais nada. Sou um cara reservado, estou no Senado há 30 anos, gosto das minhas coisas muito sinceras." Franklin Paes Landim deverá ser ouvido pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que preside a comissão que apura a existência de mais de 600 atos secretos.
Franklin Paes Landim já foi candidato a prefeito de Caracol e a deputado estadual pelo PMDB. Agora o servidor do Senado Federal sensação dos últimos dias está apresentado aos seus conterrâneos. (leia mais: Crise no Senado torna Heráclito braço direito de Sarney)