25/02/2009, 00:07

Manoel Messias: "O Cartola estava aqui, com a gente”

Por: Rômulo Maia/Acessepiauí Rômulo Maia/Acessepiauí

Manoel Messias, presidente da Sambão, fala que a Sambão está no páreo

Por Rômulo Maia

Abençoada pelo mestre Cartola, a Sambão desfilou vibrante na Avenida Marechal Castelo Branco. Para Manoel Messias, presidente da Sambão, a sensação é a de que o mestre do samba carioca desceu dos céus e veio sambar na capital do Piauí.

“O Cartola estava aqui, com a gente. Olha, é muito vibrante você cantar o mestre Cartola, porque além de ser um grande cantor e poeta era também instrumentista e fundou uma escola de samba que foi a Mangueira. Ele tem tudo a ver com o carnaval, com o samba e principalmente com o Sambão, que é uma escola popular que se identifica realmente com a Mangueira”, confessou Messias.

A cadência da bateria e a animação das alas componentes da Sambão contagiaram o público nas arquibancadas. A impressão é de que as alas da escola não sambavam com os pés, mas com o coração. “Nossa escola samba com o coração. Estamos há 20 anos esperando o título; há 20 anos desfilando sem exigir, as vezes sendo até prejudicado e respeitando sempre o resultado”, falou o presidente da agremiação.

Diante de um desfile sem atrasos ou contratempos e ouvindo gritos de vitória de alguns membros da escola, Manoel Messias evita comemorações antecipadas. “Nós fizemos o possível, se alguém fizer mais do que a gente, merece ganhar, mas o Sambão fez tudo. Esse ano a escola está realmente no páreo. Eu acompanhei o desfile, participei diretamente e vi a garra da nossa gente. O Sambão é bonito, perfeito, interagiu com o público... isso é que é importante.”

A Sambão foi a terceira a desfilar na avenida Marechal Castelo Branco e apresentou o tema “Cartola, poeta do povo, semente viva da canção”.

 

24/02/2009, 22:16

Mocidade tem que fazer emprestimos para quitar dívidas do carnaval

Por: Rômulo Maia/Acessepiauí Rômulo Maia/Acessepiauí

Mocidade Alegre do Parque Piauí

Por Pollyanna Carvalho

Em meio à discussão sobre possíveis mudanças no formato do carnaval teresinense, entra na Avenida Marechal Castelo Branco, a Escola Mocidade Alegre do Parque Piauí. Ela é a segunda escola a entrar na passarela do samba, precedida pela Ziriguidum.

O presidente da Mocidade Alegre, João Carlos, disse não acreditar no fim do desfile das Escolas de Samba em Teresina. "Eu e todos os outros presidentes de escolas da capital não concordamos com o fim desse carnaval, em que as escolas desfilam na avenida", afirmou. 



Para João Carlos o que está faltando para que o carnaval de Teresina, feito dessa forma, cresça é o investimento do poder público. "Todos os anos eu preciso fazer emprestimos para pagar as dívidas que faço em nome da escola, o poder público tem que investir mais", desabafou.

A Mocidade Alegre do Parque Piauí, entrou na avenida com 680 pessoas e a chuva, que ainda não havia caído na passarela do samba nesse segundo dia de desfile, se fez presente, mas não trouxe maiores prejuízos ao desfile da escola. 

 

24/02/2009, 20:18

Gyselle ofusca Juliana e Tânia no comando da bateria da Ziriguidum

Por Rômulo Maia

A presença da ex-BBB piauiense Gyselle Soares à frente da bateria da Ziriguidum arrancou gritos eufóricos das arquibancadas e ofuscou a presença de Tânia Oliveira (ex-Paniquete) e Juliana Goes (ex-BBB), outros reforços contratados pela escola para o desfile desta terça-feira (24).

Assediada pela imprensa, por componentes da agremiação e espectadores, a eufórica Gy sambou com energia na avenida do samba. No comando da bateria, a ex-BBB fez o dever de casa: sambou, requebrou, distribuiu simpatia, beijou a bandeira da escola e animou as arquibancadas.



Sobre o significado da sua presença no Carnaval de Teresina ela declarou: “Eu estive na Sapucaí [São Paulo] domingo, mas aqui é diferente, é meu estado, meu lugar é aqui e eu estou feliz em poder retornar dessa forma.”



Em Teresina pela primeira vez, Juliana Goes, que participou com Gyselle do BBB8, avisou que apenas acompanharia o ritmo dos piauienses. “Sei que o povo do Piauí é muito festivo e eu vou apenas acompanhar o ritmo, a festa e o samba dessa terra tão boa.” A ex-BBB também elogiou a bateria da Ziriguidum. “A bateria da escola tá de parabéns, porque transmite um calor humano muito bom”, declarou.

Entre as famosas, a única que já conhecia a passarela do samba era Tânia Oliveira, ex-integrante do programa Pânico na TV – transmitido pela RedeTV. Em 2008 ela também desfilou na Ziriguidum. “Espero, de alguma forma, colaborar com a alegria da escola. É um prazer está de volta a Teresina e venho quantas vezes for convidada. Eu adorei realmente. É uma energia incrível”, garantiu.

A foto – Convidada para posar ao lado de Tânia Oliveira e Juliana Goes, a piauiense Gyselle Soares dispensou o convite. “Meu lugar é aqui”, falou apontando para a bateria da Ziriguidum.

A escola – A Ziriguidum entrou na Avenida Branca sem alterações em relação a domingo (22), primeiro dia dos desfiles. Com quatro carros alegóricos, 11 alas e 1.800 componentes, a escola cantou Campo Maior, berço da batalha do Jenipapo.

 

24/02/2009, 18:13

Mocidade Alegre é campeã do carnaval de São Paulo

A escola de samba Mocidade Alegre conquistou o título do carnaval de São Paulo após uma disputa acirrada com a Vai-Vai, que terminou em segundo lugar meio ponto atrás. A apuração terminou no final da tarde desta terça-feira (24) no Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo.

A Mocidade somou 359,25 pontos. A Vai-Vai teve 358,75 pontos. A Rosas de Ouro terminou em terceiro lugar (358,25 pontos) e a Gaviões da Fiel ficou em quarto lugar (358 pontos) na classificação final.

 
Classificação/Escola              Nota
1º Mocidade Alegre             359,25
2º Vai-Vai                          358,75
3º Rosas de Ouro               358,25
4º Gaviões da Fiel              358,00
5º Império de Casa Verde   356,50
6º X-9 Paulistana               355,50
7º Tucuruvi                        354,75
8º Unidos de Vila Maria       354,50
9º Pérola Negra                  353,25
10º Mancha Verde              353,25
11º Tom Maior                   349,00
12º Leandro de Itaquera     345,00
13º Nenê de Vila Matilde     342,00
14º Unidos do Peruche        339,00

As escolas Nenê de Vila Matilde e Unidos do Peruche foram rebaixadas para o Grupo de Acesso. Dois jurados deram nota 9,75 para a Vai-Vai no quesito fantasia, permitindo à Mocidade abrir meio ponto de vantagem na disputa pelo título.

A Vai-Vai perde ainda mais 0,25 ponto no quesito evolução. A Mocidade perdeu 0,5 ponto neste mesmo quesito reduzindo a diferença para 0,25 ponto.

Fundada em 1967, a escola do bairro do Limão conquistou seu sétimo título do Grupo Especial do carnaval paulista. A Mocidade Alegre havia vencido pela última vez em 2007. Os outros títulos foram conquistados em 1971, 1972, 1973, 1980 e 2004.

Mocidade e Vai-Vai repetiram na apuração o duelo das notas que fizeram no carnaval de 2008. Naquela ocasião, a Vai-Vai terminou vencedora com o título sendo definido no último quesito, com a última nota.

Fonte: Globo.com

 

24/02/2009, 12:35

Cão sambista invade a Sapucaí nos três dias de carnaval

Por: Edmilson Saldanha/ Ag. News Edmilson Saldanha/ Ag. News

Domingo, na Grande Rio, ele se encantou com a atriz Susana Vieira

Pelo terceiro dia consecutivo, um cachorro entrou na Marquês de Sapucaí acompanhando o desfile das escolas de samba.

O “bamba” foi visto pela primeira vez no sábado (21), durante o desfile das escolas de samba do Grupo de Acesso A. Ele acompanhou o casal mirim de mestre-sala e porta-bandeira do Paraíso do Tuiuti.

No domingo (22), no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial no Sambódromo, ele foi visto na Grande Rio, próximo da atriz Susana Vieira.

Nesta segunda-feira (23), o animal apareceu em uma das alas da Imperatriz Leopoldinense durante o desfile da escola. E, para fechar a noite, desfilou entre os componetes da Viradouro, última escola a entrar na Sapucaí.

Fonte: G1

 

24/02/2009, 11:57

Artigo: O espetáculo, assim como a folia, não pode cessar!

Por Rômulo Maia

Os blocos carnavalescos começaram e terminaram os desfiles com atraso, todos molhados pela insistente chuva que banhou Teresina nesta segunda-feira (23). A pequena quantidade de espectadores nas arquibancadas irritou presidentes de blocos, preocupou a organização e lançou a necessidade de repensar o carnaval da capital. Uns falam em maior incentivo, outros no fim da antiga tradição.

Mesmo criticado e preconceituosamente taxado de “feio” e “fraco” por alguns meios de comunicação locais, o desfile dos blocos carrega um vivo espírito de congregação de raças, credos, classes. É ali, nas pistas da Avenida Marechal Castelo Branco, que o secretário de estado é igual ao mendigo, que o machão convive com a travesti. É onde o sisudo se veste de mulher e samba, ginga, requebra, e os bêbados se unem aos sóbrios, todos entorpecidos pelo mesmo sentimento: a alegria!

E pra que força maior e beleza mais legítima que a felicidade que desliza pela avenida do samba ao som de cantos e percussões? Feio é querer enxergar o carnaval de Teresina com os mesmos olhos de quem assiste o arrastão dos blocos na orla de Salvador ou a pirotecnia holiwoodiana na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.

Que novas fórmulas para os desfiles das Escolas de Samba e dos blocos de Teresina sejam elaboradas, mas que o fim não seja cogitado. Teresina não pode se render (vender) ao modelo baiano, carioca, paulista ou pernambucano de carnaval pela simples vaidade de reunir multidões em uma avenida.

O espetáculo, assim como a folia, não pode cessar!

 

24/02/2009, 10:22

Quem se jogou na noite de carnaval em Piripiri

Por: Michel Aguiar Michel Aguiar

Carnaval 2009 em Piripiri

Michel Aguiar
Direto de Piripiri
 

O carnaval em Piripiri foi de muita animação. No sábado (21), os foliões aproveitaram para se fantasiar e quem animou a noite foi Jheremias Não Bate Córner. O presidente do Bloco Piripirirado teve sua moto roubada na calçada da Praça de eventos.

No domingo (22) a noite ficou por conta da Banda Papa Anjo. Mesmo a forte chuva que caiu não desanimou os foliões. Ontem (23) o carnaval da cidade teve Fabrícia e banda, na terceira noite do carnaval do povo.

 

24/02/2009, 09:56

Acidentes e volta de musa fecham Carnaval do Rio de Janeiro

Por: Terra Terra

Porto da Pedra foi uma das escolas que desfilaram na segunda noite

Chegou ao fim mais uma maratona de desfiles de escolas de samba do Rio de Janeiro. Na virada de segunda (3) para terça-feira (24), seis agremiações fecharam o Carnaval carioca de 2009. E em uma noite em que acidentes - fogo em um carro alegórico e queda de uma câmera de televisão na avenida - diminuíram um pouco o brilho da festa, o retorno da musa Luma de Oliveira como rainha da bateria da Portela foi motivo de muita alegria para os fãs que lotaram a Marques de Sapucaí.

Porto da Pedra

No primeiro ato da noite, a Porto da Pedra fez defesa da curiosidade humana. A partir de 21h19 (de Brasília), a escola abriu a última noite de desfiles com o samba-enredo Não Me Proíbam Criar, Pois Preciso Curiar! Sou o País do Futuro e Tenho Muito a Inventar!, ao lembrar que é preciso olhar o amanhã com curiosidade, gerando novas atitudes em prol do planeta.

Salgueiro

Logo após, o Salgueiro entrou na avenida com o menor título de samba-enredo do Carnaval: Tambor. Na letra dos autores Moisés Santiago, Paulo Shell, Leandro Costa e Tatiana Leite, contou-se a criação do instrumento, cuja origem parte da utilização de troncos de árvores e peles. A bela rainha Viviane Araújo empolgou os ritmistas, com direito a coreografia da bateria e tamborim, por uma hora e 20 minutos, desde as 22h56.

Imperatriz

Já na virada para terça-feira, Luiza Brunet foi a atração, a partir de 0h22. Dentre 3,5 mil componentes, ela foi a que mais se destacou no desfile da Imperatriz Leopoldinense, que busca seu 10º título do grupo especial. Imperatriz... Só Quer Mostrar Que Faz Samba Também! foi o samba da agremiação, que relembrou os medalhões do bairro de Ramos, como Fundo de Quintal e Zeca Pagodinho.

Portela

Quarta escola da noite, a Portela também se destacou. Luma de Oliveira voltou à Sapucaí, onde não desfilava desde 2005. O desempenho da veterana musa de 43 anos foi muito esperado. "Estou louca para ver a Luma. Ela é a grande deusa da avenida, a sensação", afirmou a atriz Susana Vieira. A rainha da bateria da Mangueira, Gracyanne Barbosa, concordou. "Para mim, vale todo tipo de rainha, de ícones como Luiza Brunet até as que voltam a brilhar, como a Luma de Oliveira", disse a noiva do cantor Belo.

E Luma entrou na avenida por volta da 1h40 para rebolar ao som do samba E por falar em Amor, onde anda você?.

No entanto, um acontecimento negativo marcou o fim de desfile da escola, no entanto. O carro abre-alas da agremiação de Madureira, que levava a tradicional águia, pegou fogo no fim da apresentação na Sapucaí. O ocorrido deve tirar pontos da Portela.

Mangueira

Também sempre muito aguardada pelos foliões e torcedores, a Mangueira apareceu na metade da noite. Às 3h19, a agremiação passou a mostrar a formação do povo brasileiro. O tema foi baseado no livro O Povo Brasileiro, do antropólogo Darcy Ribeiro, que dá nome ao sambódromo carioca. Durante a evolução dos integrantes da escola, mais um acidente: um cabo de aço que sustentava uma das câmeras da Rede Globo se rompeu e o equipamento caiu sobre as frisas laterais da Sapucaí.

O ocorrido quebrou pelo menos duas cadeiras, que estavam vazias no momento do acidente. Apesar disso, quatro pessoas ficaram levemente feridas com o cabo de aço, segundo a emissora. A Globo informou que as razões do acidente estão sendo investigadas por técnicos americanos responsáveis pelo equipamento. No ar, os jornalistas pediram desculpas pelo acidente.

Viradouro

Quem encerrou o Carnaval foi a Viradouro. Mesmo sem a rainha Juliana Paes, que neste ano foi substituída por Juliane Almeida, a bateria da agremiação foi um dos principais destaques da escola. O samba Vira, Bahia, pura energia retratou o povo baiano e suas crenças. Agora, a expectativa é pela apuração, que será realizada nesta quarta-feira (25) a partir das 15h.

Fonte: Terra

 

23/02/2009, 18:00

Alegria, diversidade e irreverência no desfile dos blocos de Teresina

Por Rômulo Maia

A alegria, a irreverência e a diversidade dos blocos carnavalescos de Teresina tomam conta da Avenida Marechal Castelo Branco, na noite desta segunda-feira (23). Dos pés inchados às feministas; das “mugangas” à valorização de manifestações culturais; do belo ao “povo feio” os blocos prometem apenas uma coisa em comum ao público: diversão!

Os desfiles começaram depois das 19h, obedecendo a seguinte ordem de apresentação: Los Baleados, Nós Tudinha, Turbinados da Sergipe, Baião de Boi, Línguas Venenosas, Barão de Itararé, Amigos do Cabral, Bloco do Paçoca, Guericó, Galo Preto, Piauí Samba, Tabaco Roxo, Só Fuxico, Filhos da África, Coisa de Nego, Mole Não Entra, Os Piratas e Ô Povo Fêi.



O desfile dos blocos na avenida do samba

Debaixo de muita chuva começa o desfile dos blocos na avenida do samba. Quem primeiro entrou na passarela foi o Los Baleados. Fundado a partir de um time de futebol amador de Teresina e nascido nas proximidades do Estádio Verdão, o bloco trouxe para o percurso crianças, homens, mulheres, travestis e muitos, muitos bêbados. Carroças ocupados por “baleados” fizeram o diferencial no percurso do bloco na avenida.

O Nós Tudinha é formado por uma grande confraternização de mulheres de todas as classes, cores, estilos e idades. E por ser um bloco que exalta o feminismo, a temática principal não podia ser outra: “Vida sim,violência não, as violetas vão passar”. As componentes desfilam com alegria, mas não esquecem a proposta séria do bloco, que é colocar em debate – e com humor refinado – a sociedade opressora e paternalista brasileira e piauiense. A vereadora de Teresina, Rosário Bezerra (PT), avolumou as fileiras violetas do "Nós Tudinha" na noite desta segunda-feira (23)



O terceiro bloco a desfilar na avenida do samba foi o Turbinados da Sergipe. A finalidade do bloco, fundado em 2007 por um grupo de moradores da Rua Sergipe (zona Norte de Teresina), é proporcionar alegria aos foliões durante o reinado de momo, animar a folia na rua e proporcionar às pessoas carentes a oportunidade de se divertirem no carnaval.



O Baião de Boi misturou o bumba-meu-boi e a manifestações circenses na Avenida Marechal Castelo Branco. Enquanto um boi de reisado comandava o blum declarado defensor oco, malabaristas e palhaços se misturavam aos demais componentes. O Baião de Boi é um declarado defensor da cultura nordestina e faz isso afirmando que “carnaval não é só samba”. Por isso, contrariando os costumes,  os componentes desfilaram ao ritmo de uma toada inspirada nos terreiros de boi. O secretário Antônio Neto, pré-candidato do PT ao Governo do Estado, estava entre os componentes.



Muito mais que apenas desfilar, o Línguas Venenosas homenageou, durante sua apresentação, o carnavalesco e estilista Lulu Maravilha, com samba-enredo e fantasia adequada ao tema da comunidade. O bloco foi criado a partir de um grupo de amigos do bairro Morro da Esperança, que todas as noites se reuniam na “Esquina da Fama”, local famoso por reunir pessoas para falar da vida alheia e “destilar o seu veneno”.



O Barão do Itararé entrou na avenida do samba com a força de quem representa a região mais populosa de Teresina, a do Grande Dirceu. Defendendo 20 anos de tradição, os 1.500 componentes do bloco não fizeram feio e, embalados pela batida contagiante da bateria, encheram a avenida do samba de alegria.



Com a comissão de frente formada por crianças, o Amigos do Cabral desfilou pela segunda vez no carnaval de Teresina. O bloco nasceu do “vácuo de lazer” que a extinta Escola de Samba Unidos do Cabral deixou na comunidade do Cabral, zona Norte de Teresina.

Inspirado em Dionísio, o Deus do vinho, o Bloco do Paçoca toma canta da avenida exibindo sua cores tradicionais: laranja e verde limão – “os melhores tira gosto de cachaça”, defendem os componentes. O bloco é um dos mais tradicionais de Teresina. Criado no bairro Saci (zona Sul de Teresina), existe desde a década de 1980 e há 15 anos desfila organizado no Carnaval de Teresina.

O Guericó busca alcançar interação entre os músicos, artistas e foliões do bairro Monte Castelo. Criado em 1982, o bloco homenageia os poetas e moradores simples do Monte Castelo, e conta para o público a história e as particularidades do bairro, localizado na zona Sul de Teresina. Em 2009 o Guericó entrou na avenida escoltado por um grupo de “soldados” e pelo “Tanque Militar”, um fusquete amarelo que assustava aos espectadores desavisados com tiros de um precário canhão.



O Piauí Samba veio para o Carnaval de 2009 defender seu modo de vida, que é o samba de raiz e toda a significância cultural e histórica que o estilo musical agrega em suas manifestações. Robert Gleydson, um dos organizadores do bloco, declara que o Piauí Samba “leva para a avenida o que faz todo final de semana, que é a valorizar e contribuir para a ascensão do samba piauiense”. O bloco foi um dos mais animados do desfile dos blocos.





“É o bloco mais irreverente; o que mais ‘contamina’ o público na Avenida.” É assim, “modestos” e irreverentes, que os componentes do Tabaco Roxo enfrentam a avenida do samba. Formado pelos “pés inchados” do bairro Piçarra (zona Sul de Teresina), o bloco não tem nenhuma grande pretensão. A missão deles é apenas se divertir e divertir os outros. Em 2009 o Tabaco Roxo completou 15 anos de vida na passarela do samba.





O Só Fuxico nasceu no ano de 2003 por iniciativa de um grupo de foliões do bairro Renascença I. Hoje o bloco tem simpatizantes de vários bairros da capital e a principal característica de seus participantes é a irreverência através das fantasias e temas polêmicos. Neste ano o bloco vem para a avenida com a maioria dos foliões oriundos da zona Sudeste.



Formado da união de quatro grupos afroculturais diferentes, todos da região do Grande Santo Antônio, zona Sul de Teresina, o Filhos da África defende a africanidade brasileira. A idéia do bloco é difundir a cultura Afro-brasileira no carnaval de Teresina, bem como, pelas ruas das vilas e bairros da periferia, elevando a auto-estima de adolescentes e jovens. Cantando o Egito, bem organizado em alas e ao som de uma percussão ritmada, o Filhos da Áfrico fez um dos mais belos desfiles desta noite. Pena que as arquibancadas já estavam completamente vazias.









Passava de 01h quando o Coisa de Nêgo entrou na avenida protestando contra o atraso no desfile, as arquibancadas vazias e a falta de estrutura do desfile, que disponibiliza apenas um carro de som para todos os blocos. Com o enredo “Força dos orixás na regência do mundo", o grupo também se organizou em alas que exaltavam o orgulho e as tradições africanas. O Coisa de Nêgo existe há 18 anos e defende a responsabilidade de ser o primeiro bloco afro de Teresina.



O bloco Mole não Entra, leva para Avenida do samba, as lideranças comunitárias como maiores protagonistas utilizando o carnaval, que é uma festa popular dos teresinenses, veiculo de comunicação, de cultura e de massa. Ele surge para homenagear homens e mulheres que dedicam suas vidas em prol do social e do desenvolvimento administrativo da cidade. “Para ser líder tem que ser um voluntário / Toda hora ser presente e ativo / Ter no peito um coração comunitário / Na cabeça, pensamento coletivo”, cantavam os componentes do Mole não Entra.



Em meio a uma roda de samba, com vários poetas, compositores e amigos da comunidade da Vila Operária, nos finais de semana, surgiu o Bloco dos Piratas. Naquele momento a bebida preferida era o Rum com Coca-Cola e Limão. Daí então veio a idéia de formar um bloco que hoje já é tradição no carnaval de Teresina com o terceiro ano de desfile na Avenida.

O Ô Povo Fêi nasceu da necessidade de engajar no carnaval as pessoas que não precisam de máscaras para brincar na folia. Bolado pela mente criativa do cronista esportivo Garrincha, o bloco era um dos mais esperados do desfile. Porém, ao invés da feiúra, quem espantou o público foi o “pirão” formado por atrasos e chuvas. Poucas pessoas testemunharam a estréia do “povo fêi” na avenida, que encerrou o desfile dos blocos da capital.

 

23/02/2009, 12:00

Noite de estréia no Rio tem casamento e acidente

Por: Divulgação Divulgação

Neguinho da Beija-Flor casou-se durante a concentração

Duas figuras importantes do Carnaval do Rio de Janeiro chamaram atenção no primeiro dia de desfiles na Marquês de Sapucaí. Neguinho da Beija-Flor, intérprete da escola de Nilópolis, casou-se durante a concentração, e o carnavalesco Cebola, da Mocidade Independente, foi atropelado pelo carro abre-alas da própria agremiação. O veículo ainda pegou fogo, que foi controlado pelos bombeiros.

Império Serrano
Antes dos principais destaques da noite, no entanto, a tranqüilidade deu o tom dos desfiles. Primeira a entrar na Sapucaí, a campeã do grupo de acesso em 2008, Império Serrano, levou ao sambódromo às 21h20 (de Brasília) um samba-enredo sobre os mistérios do mar, como a leveza da água e o canto das sereias.

Grande Rio
Em seguida, foi a vez de a Grande Rio desfilar. Repleta de musas, a rainha de bateria Paola Oliveira e as atrizes Fernanda Lima, Mônica Carvalho. e Cristiane Torloni, a Grande Rio levantou a arquibancada ao fazer uma homenagem ao ano da França no Brasil, com o samba "Voilá Caxias"! Para sempre liberté, egalité, fraternité. Mèrci Beaucoup, Brésil! Não tem de quê!.

Um dos pontos altos da passagem da escola pela Sapucaí foi o carro alegórico O Fascinante Moulin Rouge, em que desfilaram 25 bailarinas francesas que integram o corpo de baile do cabaré francês Moulin Rouge. A cantora Watusi, uma das maiores estrelas da lendária casa, foi a principal figura do veículo.

Vila Isabel
Com homenagem ao centenário do Theatro Municipal, a Vila Isabel foi a terceira a desfilar, por volta de 0h15. O enredo desenvolvido pelos carnavalescos Alex de Souza e Paulo Barros contou as memórias do local que recebeu espetáculos como óperas, balé e musicais - uma casa que coroava a cidade como uma vitrine moderna. Destaque para a Miss Brasil 2007, Natália Guimarães, que desfilou pela segunda vez à frente da escola.

Mocidade Independente
Foi então que a Mocidade Independente protagonizou a primeira cena destoante da madrugada. O carnavalesco Cláudio Cavalcanti, conhecido como Cebola, caiu do carro abre-alas da agremiação e foi atropelado, mas retirado rapidamente. Na seqüência, o veículo pegou fogo e pôs o Corpo de Bombeiros em ação ainda na concentração, antes de a escola desfilar o samba literário com Machado de Assis e Guimarães Rosa.

Beija-Flor
Passada a tempestade e finalizado o desfile da Mocidade, a Beija-Flor também surpreendeu. Apesar de já previsto, o casamento do intérprete Neguinho foi digno de curiosidade. Minutos antes de puxar o samba da escola de Nilópolis, ele se casou com Elaine Reis, em uma cerimônia que foi acompanhada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, dos camarotes do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Na passarela a partir de 3h15, a Beija-Flor falou sobre a história do banho para tentar o tricampeonato do grupo especial. A letra de No Chuveiro da Alegria, quem banha o corpo lava a alma na folia foi acompanhada por diversos carros que molharam a avenida e narraram a mescla de diferentes costumes com o hábito do banho ao longo dos tempos.

Unidos da Tijuca
Quem encerrou a noite de estréia no Rio de Janeiro foi a Unidos da Tijuca. Com Tijuca 2009: Uma Odisséia sobre o Espaço, da Unidos da Tijuca, 4,5 mil componentes fizeram uma interpretação sobre a visão do homem em relação ao céu. A apresentadora Adriane Galisteu foi a rainha da batéria, composta por ritmistas fantasiados de dráculas, que resistiram ao sol que apareceu na Sapucaí.

Nesta segunda-feira, entram na Sapucaí Porto da Pedra (a partir de 21h), Salgueiro, Imperatriz, Portela, Mangueira e Viradouro.

Fonte: Terra