(13/05/2010, às 11:35:26)
A fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí (Cepro) divulgou, na manhã desta quinta-feira, uma nova pesquisa referente a inflação na cidade de Teresina, no mês de abril.
O aumento, segundo a Cepro, chegou a 0,90%, superando consideravelmente o valor registrado em março, que foi de 0,32%. O fato que chamou atenção foi a avaliação quanto ao valor da cesta básica, que em abril custou em média R$ 202,54 (+4,55%).
O preço leva o trabalhador, que vive de um salário mínimo, a gastar 39,71% de seu salário. Para Oscar de Barros, presidente da Cepro, o aumento na cesta básica era esperado, visto que produtos fracionados aumentaram seu valor no último mês.
Além de alimentação, o aumento da inflação teve outros vilões como saúde e cuidados pessoais, além de artigos de residência. Estes itens fazem parte do Índice de Preços ao Consumidor – IPC (Custo de vida) e são itens básicos dos consumidores.
No setor de alimentos os destaques no aumento foram: farinha de mandioca (+8,25%), feijão (+21,34%), e verduras e hortaliças com destaque para a cebola, que teve aumento pontuado em +16,73% no último mês. No setor de saúde, os remédios para diabetes e antigripais tiveram alta no cálculo da inflação e levaram os gastos no setor a concluir 1,20%.
Com o fim da redução do IPI para a chamada linha branca, muitos produtos de residência também registraram alta nos valores. O aumento no setor chegou a 0,20% e como carros-chefe do aumento estão a máquina de lavar, geladeira e o fogão a gás.
Em suma, o valor anual da inflação em Teresina, registrada pela Cepro, ficou na casa de 4,71%, valor que segundo Oscar de Barros, não chega a assustar a economia local. “A média na casa de 4% de inflação ao mês vem se mantendo a certo tempo. Estamos cientes de que este valor não chega a nos preocupar”, disse Oscar.