Raimunda Barbosa de Aguiar, 65 anos
(ACL, PC, 01/09/2009, às 19:13:03)
Por Pollyanna Carvalho
e Adriana Cláutenes
A casa de Raimunda Barbosa de Aguiar, de 65 anos, localizada no bairro Morro da Esperança, zona norte de Teresina, está entre os 150 imóveis que serão afetados com a construção da ponte estaiada sobre o rio Poti, denominada de João Isidoro França. A ponte ligará a zona norte à zona leste da capital.
A dona de casa disse que está vivendo um momento de preocupação por conta dessa obra. “Até agora só me foi dito que eu vou ter que sair da minha casa, mas não me disseram se vão me dá uma casa nova ou se vão me indenizar”, reclamou Raimunda Barbosa, que mora há 19 anos nessa residência.
Situação parecida vive o morador do mesmo bairro, Domingos Ferreira Soares, de 60 anos. Ele mora no local há 24 anos e ainda não sabe para onde ir quando tiver que sair de sua casa. “Ainda não sei de nada, umas pessoas vieram aqui, mediram o terreno, tiraram fotos, mas até agora nada foi dito para nós sobre a nossa situação”, desabafou.
A assessoria de comunicação da SDU centro-norte informou que os proprietários das 150 casas atingidas serão indenizados até o mês de outubro, quando todo o processo de desapropriação das áreas, por onde a ponte deverá passar, já deverá ter sido encerrado. O valor destinado à indenização gira em torno de R$ 5 milhões.

Zona Leste - Momento de incertezas também no lado da zona Leste onde a ponte vai passar. É o caso do advogado Alfredo da Paz Neto, morador da Rua Rio Poti. Ele disse ao Acessepiauí que na sua mesma situação estão outros 11 moradores da rua.
“Nós só ficamos sabendo de todo esse processo pela imprensa, pois as autoridades competentes não nos dizem muita coisa. Até o momento não sabemos nada de concreto sobre as desapropriações e isso é uma situação muito desconfortável”, disse o advogado, que mora na Rua Rio Poti há 11 anos.
Ele acrescentou que o maior temor dos moradores daquele lado da ponte é saber se o valor com o qual serão indenizados será suficiente para comprarem uma casa em lugar valorizado, compatível com onde hoje residem. “Nossos imóveis estão em local privilegiado e não sabemos como será essa indenização”, frisa Alfredo Neto.
De acordo com o assessor de comunicação da obra da ponte João Isodorio França, Alisson Bacelar, nenhum imóvel será desapropriado com valor abaixo de mercado. “As avaliação estão sendo feitas pelo setor imobiliário da Caixa e leva em conta regras, inclusive o valor de IPTU pago pelo contribuinte. Se uma casa vale R$ 100 mil a PMT pagará esse valor”, disse.
Ele informou ainda que na zona leste serão desapropriados 26 imóveis e, inclusive, alguns na lateral da Avenida Raul Lopes, onde será construído um retorno, já foram desapropriados. À medida que a obra for avançando é que os demais imóveis serão desapropriados.
27/09/2009, 13:42
Nome: reinaldoessa ponte um novo progresso para teresina.