07/03/2010, 10:11

Em nome do Amor, por Edite Malaquias

Sublime sentimento que boa parte da humanidade ainda não sabe seu significado. As pessoas confundem amor com paixões violentas, com atitudes degradantes. O amor deve ser um sentimento sublime,que transmite paz,tranqüilidade e segurança.Ele é construído por aqueles que o vivenciam cotidianamente.

Segundo os amigos da redação do momento.com, “o amor não é somente um meio, é o fim essencial da vida.Toda expressão de afeto propicia a renovação do entusiasmo, da qualidade de vida, de metas felizes em relação ao futuro.O amor tem a capacidade de estimular o organismo e de lhe oferecer reações imunológicas, que proporcionam resistência para as células, que assim combatem as enfermidades invasoras.O amor levanta as energias alquebradas e é essencial para a preservação da vida. Eis porque ninguém consegue viver sem amor, em maior ou menor expressão”.

Mesmo diante do exposto, em nome deste amor são cometidos atos abomináveis: eu te amo , mas preciso bater em ti para reafirmar minha força de macho; sou o mais forte,superior,mas eu a amo(???),por isso,preciso mostrar aos meus amigos que mando e sou obedecido,mesmo que um dia possa vir a ser odiado.

Em nome do amor (ou do desamor?)preciso dar vazão à minha violência, já que na rua poderá ter consequências indesejáveis.Mesmo que nossos filhos possam ver eu bater,xingar sua mãe,mas eu a amo. Eu preciso descarregar naquela que não revida, pois sou seu marido,e a mulher tem que ser submissa ao marido,assim determina a sociedade.

Em nome deste amor,proíbo terminantemente, a você ,minha mulher, de crescer intelectualmente,não precisa estudar . Para que?Você deve permanecer em casa cuidando de nossos filhos, não pode sair com suas amigas, quem faz isso é uma mulher vadia . E todas nós nos submetemos

ao déspota com quem casamos.Por que?

Temos consciência que somos fortes,inteligentes,maravilhosas, que cumprimos nossos deveres de mulher, mãe,companheira de nossos algozes.Para Deus homens e mulheres são iguais,a superioridade é a moral e no que se refere ao cargo em que o homem está investido,o status social deve ser respeitado.

Em nome do amor apenas a necessidade de crescimento, partilha, respeito, companheirismo,carinho, doçura e ser feliz.Saibamos amar no sentido real e pleno.O mundo hoje reflete a ausência do AMOR.

Edite Malaquias

 

28/02/2010, 12:34

O significado da vida, Por Edite Malaquias

Lendo este texto, lembrei-me dos meus queridos leitores, pois já falamos do tema em edições anteriores, e este complementará o assunto. Bom proveito.

Você já se perguntou qual o significado da sua vida? Para que você vive, trabalha, corre tanto, educa filhos, estuda, e tantas outras coisas?

Muitos de nós pouco paramos para pensar nessas coisas. Ou por falta de hábito ou por imaginar que não vale a pena parar para pensar nessas questões, e apenas vamos seguindo.

Seguimos buscando saciar necessidades básicas, preocupados com o comer, o dormir, o sustento próprio e o sustento dos seus, como se cada vida tivesse apenas um significado fisiológico e nada mais.

Vivendo assim, qual a diferença que haverá entre nossa vida e a vida dos irracionais?

Eles também se preocupam com essas questões.

A vida é valiosa demais para se restringir somente ao que diz respeito ao corpo, às necessidades do corpo ou aos prazeres a ele vinculado.

Como temos uma natureza espiritual, há a necessidade de se buscar um significado para a vida, que diga respeito também às questões da alma.

Não somos feitos somente de um corpo físico. Habitamos um corpo físico a fim de levar a cabo nossa experiência terrena.

Nossa alma preexistia antes do nosso corpo ser formado no ventre materno, assim como continuará a existir após o processo da morte desse corpo.

Assim, durante esse período em que estamos aqui em nosso planeta, vivenciando mais uma vez a experiência de estarmos reencarnados, não podemos esquecer nossa essência, sob pena de imputarmos, a nós mesmos, dificuldades maiores.

Quando os momentos de decisões graves na vida se fizerem, quando os dias de desafios chegarem, antes de optar por algum caminho, antes de definir ações, levemos em consideração as coisas da alma.

Jamais pautemos nossa vida somente pelas coisas que brilham aos olhos, esquecendo das que falam à alma.

Em um mundo onde as preocupações do ter muitas vezes são maiores do que as do ser, é necessário refletir qual efetivamente é o significado de estar vivendo, de estar reencarnado.

Jesus nos alerta a respeito, recomendando não nos preocuparmos com juntar tesouros que a ferrugem corrói, ladrões levam ou traças comem mas, sim, buscar tesouros que possamos guardar na intimidade do coração.

Quais os valores que elegemos para nossa vida?

A resposta a essa pergunta dirá qual o significado que damos a ela.

É sabedoria pautar a vida com a ponderação de quem sabe que está no mundo, porém a ele não pertence, posto que a morte nos levará de retorno à verdadeira pátria, o mundo espiritual.

Desta forma, vigiemos as fontes do nosso coração, para que lá possamos encontrar valores e estruturas para alimentar e cuidar não somente do corpo físico, mas sobretudo da alma, fonte verdadeira da vida.

 

20/02/2010, 12:55

A necessidade do diálogo em nossas vidas

Como anda nosso tempo para o diálogo com aqueles que nos rodeiam? Corremos tanto buscando “qualidade”de vida, embora na maioria das vezes essa qualidade seja apenas um modismo,pois estamos longe de saber o significado da palavra. Será que vivemos com qualidade mesmo?

Na nossa vida com qualidade, o diálogo é fundamental, embora hoje ele tenha se tornado raro.Há muitos fatores que interferem na ausência do diálogo, mas a falta do entendimento afigura-se como mais representativo. Hoje, as pessoas estão estressadas, não têm mais paciência,não respeitam a opinião do outro.O que importa é se “eu estou bem”.

Amparando-nos na equipe do momento.com, identificamos o diálogo como “a arte de saber ouvir. Ouvir com paciência, com interesse,  valorizando tudo que o outro expressa. Depende ainda o sucesso do diálogo do de ser útil, não nos esquecendo de que toda pessoa tem algo para ensinar, como resultado de sua experiência individual”.

Jesus lecionou com sabedoria a respeito da eficácia do diálogo,nos assegura a equipe de redação: Quando procurado pela arrogância dos adversários gratuitos, que O desejavam perder, utilizava palavras precisas, não permitindo duplas interpretações.

Quando buscado pela simplicidade do povo, acudia com parábolas comovedoras, que falavam da realidade daquela gente. Lições que sobreviveram aos séculos, ensinaram gerações e prosseguem hoje, com o mesmo vigor, a apontar o caminho reto e seguro para a felicidade. Se amigos O procuravam, ouvia-os bondoso. Depois, gentil, os esclarecia, usando constantemente uma linguagem perfeitamente compreensível a todos”.

“Diante da dor, sabia escutar e participar, chegando às lágrimas mais de uma vez. No Seu banquete de fraternidade, participava intensamente de cada momento de cada vida.Otimista, usava do verbo para elevar sempre. Mesmo na cruz não Se permitiu o receio, dialogando com o equivocado que Lhe solicitava socorro, acenando-Lhe com a possibilidade de reforma.Expressão do amor puro, manteve diálogo com Sua mãe e João, no Gólgota dos testemunhos”.

Nestes tempos de angústia, de dor, de solidão é necessário que nos apeguemos à Divindade para conseguirmos ultrapassar com dignidade, respeito e amor todos os obstáculos que surgem em nosso caminho.Que possamos ter o diálogo como forma de compartilhar nossas dores,alegrias e compreendermos mais o nosso irmão carente de amor .

Edite Malaquias

 

07/02/2010, 09:22

Carnaval

O Brasil é um país de inúmeras festas.É assombroso o número de feriados no calendário anual. Mas, se somarmos os dias que são emendados, teremos ao longo do ano, mais de quinze dias parados. Segundo especialistas do assunto, os prejuízos são enormes para o País.

Agora, nesta época, temos o feriado de carnaval.Em alguns lugares perde-se mais de uma semana de trabalho.É o festejo da alegria num País de quase 40 milhões de miseráveis.Desde o início de janeiro a mídia vem explorando as folias de Momo, como se fosse o acontecimento mais importante do ano.

Fala-se em alegria, festa, colocar para fora as angústias contidas durante o ano passado. Infelizmente os caminhos propostos nada têm a ver com alegria ou alívio de tensões.Entretanto, o grande saldo da festa se resume em duas palavras: ilusão e sensualidade.

Referimo-nos à ilusão dos entorpecentes, dos alcoólicos.A ilusão de grandeza, que falsamente produz um imenso contraste entre a beleza da avenida e a subvida dos barracos.

Falamos da sensualidade que se torna material de venda, nos corpos desnudos e aparentemente felizes por fora, mas muitas vezes profundamente infelizes por dentro. As emissoras não cansam de exibir os bailes, os concursos de fantasias, os desfiles, levando-os a todos os que se comprazem em observar a loucura.

Mas, ao longo do caminho, multiplicam-se os doentes de Aids, os abortamentos, a pobreza e o abandono, a violência.Com o risco de sermos taxados de moralistas, num tempo em que se perdem as noções de moralidade, não podemos deixar de analisar criticamente esses disparates do mundo brasileiro.

Em nenhum momento nos colocamos contra a alegria. Porém, será justo confundir euforia passageira com alegria real?Alegria de verdade seria viver num lugar onde não houvesse fome, violência, tráfico de drogas e tráfico de influências. Não podemos nos colocar contra o alívio de tensões. Entretanto, alívio real seria encontrar um caminho para os graves problemas pelos quais o País atravessa.

O carnaval é bem típico da alienação espiritual que a sociedade se permite. De um lado, as falsas aquisições sociais de alguns, negadas pela agressividade de muitos; de outro, a falsa felicidade de quatro dias de folia, e 361 dias de novas e renovadas angústias.Vale a pena?

Nestas horas, pessoas embriagadas, perdidas, usam um segundo de falso prazer, em troca de um enorme tempo de arrependimentos. Por quê? - perguntamos.As pessoas pulam, vibram, e nem ao menos sabem o motivo da festa. Vão porque as outras pessoas também vão.Enquanto a sociedade agir desta forma, sem personalidade digna, dando valores justamente aos desvalores, as pessoas continuarão sofrendo as conseqüências de seus próprios atos.

Vamos fazer destes dias de feriado, dias de alegria verdadeira, em paz conosco mesmos. Vamos meditar, ler, pensar. Vamos conviver com nossa família e amigos, trocar idéias salutares.Vamos orar também por aqueles que ainda não tiveram consciência de fazer o bem conforme o Cristo nos recomendou, e padecem nestes instantes de euforia descontrolada.

Concordamos com nossos amigos do momento.com, não queremos fazer apologia da moralidade, mas refletirmos sobre esta festa “profana”, o Carnaval.Lembremo-nos das conseqüências nocivas pós festa:gravidez seguida de aborto, depressão pois muitas de nós acreditamos no príncipe e suas promessas, doenças sexualmente transmissíveis e a mais terrível delas a AIDS.E agora, o que fazer,valeu algumas horas de prazer aproveitando a vida”?Pensemos com seriedade e responsabilidade sobre esses dias de folia. Aproveitem esses dias de forma segura e agradável.

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita

 

31/01/2010, 09:07

A dor da ingratidão

Durante nossa vida conquistamos amigos,recebemos o amor e o carinho de nossa família, ajudamos àqueles que nos procuram despretenciosamente, sem esperar retorno. E um dia nos deparamos com aqueles que fizeram parte de nossas vidas indiferentes conosco, frios na conversação, nos olhando como desconhecidos.

Temos observado que aqueles que muitas vezes considerávamos amigos ou familiares queridos esquecem com facilidade os benefícios recebidos,os momentos alegres que viveram,os sonhos construídos e concretizados,as dificuldades compartilhadas. Esquecem, porém, que a vida dá muitas voltas e a ingratidão de agora vai repercutir no futuro.Reforçando a reflexão sobre a dor da ingratidão, compartilhemos uma antiga lenda judia que fala de um

“homem condenado à morte e que os carrascos lhe jogaram grandes pedras. O réu suportou o terrível castigo em silêncio. Nenhum grito. Na sua condição, compreendia que a desgraça havia caído sobre ele e que seus gritos de nada serviriam.

Passou por ali um homem que havia sido seu amigo. Pegou uma pequena pedra e atirou na direção do condenado. Somente para demonstrar que não era do seu partido.

O pobre condenado, atingido pela diminuta pedra, deu um grito estridente.

O rei, que a tudo assistia, ordenou que um de seus lacaios perguntasse ao réu porque ele gritara quando atingido pela pequena pedra, depois de haver suportado sem se perturbar as grandes.

O condenado respondeu: As pedras grandes foram atiradas por homens que não me conhecem, por isso me calei. Mas o pequeno seixo foi jogado por um homem que foi meu companheiro e amigo. Por isso gritei.

Lembrei de sua amizade nos tempos de minha felicidade. E agora vi sua felicidade quando me encontro na desgraça.

O rei compadeceu-se e ordenou que o pusessem em liberdade, dizendo que mais culpado do que ele era aquele que abandonava o amigo na desgraça”

Essa lenda nos mostra a dimensão da dor quando descobrimos a ingratidão daqueles que mais amamos.Assim, é bom refletirmos se nós também não estamos sendo ingratos com aqueles que nos amam incondicionalmente.
 

Nossos amigos do site momento.com nos fazem refletir sobre este aspecto quando nos asseveram que  “Ingratidão. Sentimento que somente floresce nos corações enfermiços.

Moléstia do caráter que requer o remédio da compaixão.Se alguém te retribui com a ingratidão o bem que doaste, não te entristeças.É melhor receber a ingratidão do que exercê-la em relação ao próximo.E se teu problema for de ingratidão dos filhos, guarda piedade para com eles e dá-lhes mais amor...”

Portanto,saibamos retribuir todo auxílio e dedicação que nossos amigos e familiares nos proporcionam durante períodos de nossas vidas pois são eles que  ajudam na nossa evolução e caminhada até o Pai.

 

24/01/2010, 08:00

Você aproveita a vida?

Com este texto, gostaríamos de reforçar o sentido de “aproveitar a vida” que temos tentado refletir com outras mensagens nesta coluna. Levando em conta os tempos atuais de muitas conturbações, violência, solidão oferecemos mais um momento de reflexão para melhorar a nossa caminhada

É muito comum ouvir as pessoas e, principalmente os jovens, dizendo que querem aproveitar a vida. E isso geralmente é usado como desculpa para eximir-se de assumir responsabilidades. Mas, afinal de contas, o que é aproveitar a vida?

Para uns é matar-se aos poucos com as comilanças, bebidas alcoólicas, fumo e outras drogas. Para outros é arriscar a vida em esportes perigosos, noitadas de orgias, consumir-se nos prazeres carnais. Talvez isso se dê porque muitos de nós não sabemos porque estamos na Terra. E, por essa razão, desperdiçamos a vida em vez de aproveitá-la.

Certo dia, um jovem que trabalhava em uma repartição pública, na companhia de outros colegas que costumavam se reunir todos os finais de expediente para beber e fumar à vontade, foi convidado a acompanhá-los.

Ele agradeceu e disse que não bebia e que também não lhe agradava a fumaça do cigarro. Os demais riram dele e lhe perguntaram, com ironia, se a religião não lhe permitia, ao que ele respondeu: A minha inteligência é que me impede de fazer isso. E que inteligência é essa que não lhe permite aproveitar a vida?Perguntaram os colegas.

O rapaz respondeu com serenidade: E vocês acham que eu gastaria o dinheiro que ganho para me envenenar? Vocês se consideram muito espertos, mas estão pagando para estragar a própria saúde e encurtar a vida que, para mim, é preciosa demais.

Observando as coisas sob esse ponto de vista, poderemos considerar que aproveitar a vida é dar-lhe o devido valor. É investir os minutos preciosos que Deus nos concede em atividades úteis e nobres. Quando dedicamos as nossas horas na convivência salutar com os familiares, estamos bem aproveitando a vida.

Quando fazemos exercícios, nos distraímos no lazer, na descontração saudável, estamos dando valor à vida.Quando estudamos, trabalhamos, passeamos, sem nos intoxicar com drogas e excessos de toda ordem, estamos aproveitando de forma inteligente as nossas existências.

Quando realmente gostamos de alguma coisa, fazemos esforços para preservá-la. Assim também é com relação à vida. E não nos iludamos de que a estaremos aproveitando acabando com ela. Se você é partidário dessa ideia, vale a pena repensar com seriedade em que consiste o aproveitamento da vida.

E se você acha que os vícios lhe pouparão a existência, visite alguém que está se despedindo dela graças a um câncer de pulmão, provocado pelo cigarro. Converse com quem entrega as forças físicas a uma cirrose hepática causada pelos alcoólicos. Ouça um guloso inveterado que se encontra no cárcere da dor por causa dos exageros na alimentação.

Visite um infeliz que perdeu a liberdade e a saúde para as drogas que o consomem lentamente. Observando a vida através desse prisma, talvez você mude o seu conceito sobre aproveitar a vida.

*   *   *
A vida é um poema de beleza, cujos versos são constituídos de propostas de luz, escritas na partitura da natureza, que lhe exalta a presença em toda parte. Em consequência, a oportunidade da existência física constitui um quadro a parte de encantamento e conquistas, mediante cuja aprendizagem o Espírito se embeleza e alcança os altos planos da realidade feliz.

Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais extraídos do item Alegria de viver do cap. 6, do livro Vida: desafios e soluções, pelo

Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 22.12.2009

 

17/01/2010, 09:19

A solidão dos pais

Neste tempo de valores truncados e trocados acreditamos que erramos na educação de nossos filhos,principalmente quando só temos um. Falamos sobre valores morais e exemplificamos.Eles crescem e passam a ter uma postura de “quem sabe tudo”,já não precisam dos pais. Almoçar com a família é caretice.As conversas de antes já não são importantes.

Alguns após chegar da escola ou faculdade entram para seus aposentos e fecham a porta literalmente. Comportamento como este demonstra que não querem “visitas”indesejáveis. Excluem os pais de suas vidas.Quando fecham a porta em nossas caras,demarcam “seu território”.Não permitem a entrada,principalmente, dos pais. Muitos dizem “este é meu quarto e não admito que entrem sem minha permissão.

E quando a família se resume a duas pessoas,  a solidão é bem mais forte. E quando começam a namorar? O(a) namorado(a) vai chegando e entrando para o território demarcado dos filhos(as).E não adianta argumentar,tudo é natural.

A solidão dos pais é grande pois sentem-se sem importância,já deixados de lado. O mundinho deles torna-se mais importante que uma conversa com os pais. Esquecem que podem perdê-los a qualquer momento, e depois com certeza sentirão a ausência. Pedimos tão pouco,um pouco de atenção, de carinho, de amor, de colo(nós pais também precisamos de aconchego dos filhos).

E a grande maioria de nós não recebe a atenção que nos alegraria o coração.Somos reconhecidos como pais quando temos os recursos financeiros para comprar o de que necessitam.

Quantas vezes queremos conversar, trocar idéias com nossos filhos, mas estes  preferem a Internet,a música em seus territórios.Muitos podem dizer por que não saímos com amigos ou assistimos bons filmes.Nós costumamos fazer isso, mas há momentos que queremos estar perto deles,saber como andam suas vidas.

Mas vemos que estamos sozinhos.Eles acreditam que estamos bem, não precisamos deles.Ledo engano.No fundo, sentimos pelas conversas raras que faltam-lhes humildade, amor verdadeiro e valorizarem mais os pais que lhes propiciaram a vida e a formação moral inicial.

E o que fazer para mudar este quadro.Acreditamos que há uma lacuna na educação dos jovens.Preocupamo-nos com a educação do intelecto, mas esquecemos da educação do espírito.Nossos filhos não têm nenhuma ligação com a religiosidade.Deus é um ser que ouvem falar nos momentos de dificuldades.Falta esta ligação, o reconhecimento verdadeiro de que há um Ser Superior que rege todo universo e nos ama muito.

Acreditamos que esse é o início das boas mudanças desses jovens. Que possamos,nós, pais,ter a sabedoria para conseguir mudar esses comportamentos e atitudes nocivas de nossos filhos.Lembremo-nos que seremos cobrados “que fizestes dos filhos que te confiei” e aos filhos “honrai vosso pai e vossa mãe para que tenhas longos anos na terra”. Que possamos nos reajustar pelo amor pais e filhos.

Edite Malaquias

 

10/01/2010, 08:02

O que fazemos com o nosso tempo?

O que é o tempo para nós?O que temos feito com este amigo que sempre nos auxilia  quando acreditamos que nada vai dar certo,que nossos planos não serão realizados. Precisamos ver o tempo como nos descreve os amigos da redação do momento.com “dentre todos os dons que a Divindade concede ao homem, o tempo tem lugar especial. É ele que acalma as paixões indevidas, ensinando que tudo tem sua hora e local certos.

É ele que cicatriza as feridas das profundas dores, colocando o algodão anestesiante nas chagas abertas. É o tempo que nos permite amadurecer, através do exercício sadio da reflexão, adquirindo ponderação e bom senso.É o tempo que desenha marcas nas faces, espalha neve nos cabelos, leciona calma e paciência, quando o passo já se faz mais lento.

É o tempo que confirma as grandes verdades e destrói as falsidades, os valores ilusórios.O tempo é, enfim, um grande mestre, que ensina sem pressa, aguarda um tanto mais e espera que cada um a sua vez, se disponha a crescer, servir e ser feliz.E é o tempo, em verdade, que nos demonstra, no correr dos anos, que o verdadeiro amor supera a idade, a doença, a dificuldade, e permanece conosco para sempre.Neste mundo, tudo tem a sua hora. Cada coisa tem o seu tempo.

Há o tempo de nascer e o tempo de morrer. Tempo de plantar e de colher. Tempo de derrubar e de construir. Há o tempo de se tornar triste e de se alegrar. Tempo de chorar e de sorrir. Tempo de espalhar pedras e de juntá-las.Tempo de abraçar e de se afastar.Há tempo de calar e de falar. Há o tempo de guerra e o tempo de paz. Mas sempre é tempo de amar”.

É momento de observarmos o passar dos dias ,das horas e aproveitar o máximo possível nosso tempo.Quando planejamos ações futuras, não devemos esquecer o aqui e o agora, pois não sabemos até quando estaremos neste planeta.Muitas vezes, acreditamos que somos eternos, os outros morrem,nós não. E continuamos fazendo besteiras, nos comprometemos com o nosso próximo e com a Divindade.Ou seja, não aproveitamos o tempo que Deus nos deu para nossa evolução e estacionamos nele. Lembrando a música “aproveitando o tempo nossa vida é bem melhor”.

FELIZ 2010 PARA TODOS NOSSOS AMIGOS LEITORES.

 

 

 

20/12/2009, 12:42

O amanhecer do Cristo

Narra antiga lenda que, após visitarem o Menino Jesus, aqueles homens que vieram do Oriente fizeram um pedido a Ana, mãe de Maria:A criança tem apenas um dia de idade, contudo, vimos a luz de nosso Deus em Seus olhos, e o sorriso de nosso Deus em Sua boca.

Nós a conclamamos a protegê-Lo, para que Ele possa proteger-vos a todos. Dizendo assim, montaram em seus camelos e nunca mais foram vistos naquelas terras.Aquele menino cresceu e, na juventude, já era querido por todos em Nazaré. Era diferente das outras crianças.

Certa feita, quando foi levado até Sua cama, à noite, pela avó, disse-lhe: Diga para Minha mãe e para todos os outros que somente Meu corpo dormirá. Minha mente estará com eles até que suas mentes cheguem ao Meu amanhecer.

O amanhecer de Jesus aponta no horizonte dos dias vindouros.Por mais que ainda não estejamos lá, os raios de sol de Seu amor já nos alcançam, mostrando o caminho seguro.O Rei Solar conta com inúmeras emanações radiantes, que são os trabalhadores fiéis de todas as horas.

Ele nos acompanha, nas vitórias e nas derrotas, como amigo carinhoso que vigia à nossa cabeceira. Sua mente procura a nossa sem cessar. Seu coração nos envolve em eflúvios de alegria, convidando à renovação diária.Nós O abandonamos, quando nos perdemos no mundanismo recorrente e sedutor, mas Ele nunca nos deixa a sós.

Se ao menos aprendêssemos a ouvi-Lo... a percebê-Lo ao lado, sorrindo, apoiando, aconselhando... Quem sabe pensaríamos um pouco mais antes de agir com tanta imprevidência. Quem sabe aguardaríamos a raiva passar, antes de transformá-la em veneno para nós e para o outro. Quem sabe aproveitaríamos mais as oportunidades da vida, quando nos abre portas para a caridade. Quem sabe escolhêssemos ser ao invés de ter.

Quem sabe iríamos sorrir mais, sabendo que ao nosso lado temos um grande amigo. As palavras ditas há mais de dois milênios continuam atuais. Foram ditas para todas as gerações seguintes e, desta forma, Ele também Se faz presente entre todos nós.

Cada vez que nos sentirmos sós, sem saber que caminho tomar, sem forças para prosseguir, lembremos das palavras do jovem Jesus à Sua avó: Diga para Minha mãe e para todos os outros que somente Meu corpo dormirá. Minha mente estará com eles até que suas mentes cheguem ao Meu amanhecer.

Meu amanhecer...
É o amanhecer da vida em abundância;É alvorada serena, sem ruídos, acompanhada pelos pássaros do céu a sobrevoar, intrepidamente, os lírios do campo.Meu amanhecer... É carícia suave sobre a face adoecida da dor;
É abraço terno nos desvalidos do mundo; Meu amanhecer, meus primeiros raios seguros de sol, sempre foram e sempre serão para vocês, amados da Terra.

Redação do Momento Espírita com base no cap.  Ana, mãe de Maria, do livro Jesus, de  Kahlil Gibran, ed. Ediouro.

Edite Malaquias para todos seus leitores pelo Natal e Ano Novo!

 

06/12/2009, 09:04

Novamente a família

Por acreditarmos na importância do núcleo familiar no progresso da humanidade, reproduzimos este belíssimo texto que nos fará refletir a cada dia sobre o papel dos pais e dos filhos na evolução do planeta terra.

O maior problema no relacionamento familiar é que cada um acredita que a razão lhe pertence. A esposa reclama porque o marido acredita que é doutor em tudo. Está sempre certo. Não admite que ninguém lhe diga que está errado. O marido, por sua vez, fala que a mulher é muito impertinente. Gosta de confusão. Faz tempestade em copo d’água. O filho reclama que os pais estão totalmente por fora do mundo e querem governar a sua vida.

Talvez falte um pouco de amor para iluminar o relacionamento afetivo e inspirar maneiras de conviver com menos egoísmo.

Conta o escritor Tom Anderson que certa vez ouviu alguém afirmar que o amor deve ser exercitado como um ato da vontade. Uma pessoa pode demonstrar amor através de gestos simples.

Impressionou-se com o que ouviu. Reconheceu-se egoísta e que havia se tornado insensível ao amor familiar.

Ficou imaginando que poderia melhorar o relacionamento afetivo se deixasse de criticar tanto a esposa e os filhos.

Se não ligasse a televisão somente no canal de seu interesse. Se deixasse de se concentrar na leitura do jornal e desse um pouco de atenção aos familiares. Durante as férias de duas semanas, em que estavam juntos na praia, decidiu ser um marido e pai carinhoso.

No primeiro dia, beijou a esposa e falou como ela estava bem, vestindo aquele suéter amarelo.

Você reparou! – falou admirada.

Logo que chegaram à praia, Tom pensou em descansar. Mas a esposa o convidou para dar um passeio, junto ao mar. Ia recusar, mas lembrou da promessa que fizera a si mesmo, por isso foi com ela. No outro dia, a esposa o convidou para visitar um museu de conchas. Ele detestava museus, mas foi.
 
Numa das noites, não reclamou quando a ela demorou demais para se arrumar e eles chegaram atrasados a um jantar. E assim se passaram doze dias. As férias estavam por terminar. Entretanto, Tom fizera a promessa de continuar com aquela disposição de expressar amor.

Foi então que ele surpreendeu a esposa muito triste. Perguntou-lhe o motivo, ela lhe indagou: você sabe de alguma coisa que eu não sei?

Por que pergunta? Disse o marido.
 
Bem, é que eu fiz aqueles exames rotineiros há algumas semanas. Segundo me disse o médico, estava tudo bem. Mas, por acaso ele disse alguma coisa diferente para você?

Não, afirmou Tom. Claro que não. Por que deveria?
É que você está sendo tão bom para mim que imaginei estar com uma doença grave, que iria morrer.

Não, querida, tornou a falar Tom, sorrindo, você não está morrendo. Eu é que estou começando a viver.

Ao admitir que não somos infalíveis, nos habilitamos a iniciativas maravilhosas que põem fim aos desentendimentos.

Existem expressões mágicas em favor da harmonia doméstica, como, por exemplo, dizer:
Cometi um erro.
Você tem razão.
Peço perdão.
Fui indelicado.
Prometo mudar.
Que tal começar hoje mesmo a tentar utilizar uma destas expressões a favor da paz no lar?

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro “A presença de Deus”, cap. Livre-nos Deus .