10/03/2010, 17:20
A insatisfação com o próprio corpo pode prejudicar o sexo
Oi gente! Boa tarde!
Como estão?
Olha, hoje, eu vou falar sobre algo extremante chato: a insatisfação com o próprio corpo. Quem passa por isso sabe do que estou falando. Nenhuma roupa cabe, as gordurinhas ficam pulando pra fora, o incômodo da roupa apertada, as piadinhas de pessoas próximas dizendo o quanto você engordou, enfim, é um troço muito chato.
E na hora do sexo? Quando é com um parceiro antigo, você meio que coloca no piloto automático, faz o que tem que fazer e pronto, vão dormir, assistir televisão, fazer outra coisa. Às vezes, a mulher nem tira a camisola, o cara nem tira a camisa e dão uma rapidinha. Não acontece isso gente? Sei que não com todo mundo, mas que acontece, acontece.
Pois é, mas o sexo fica muito limitado, o corpo passa a ser algo proibido de ser tocado em algumas áreas e a gente fica exposto à menos estímulos. Diminuem as possibilidades de prazer. Sem contar que a gente passa a ser mero expectador do ato sexual em si, ao invés de aproveitar e perceber calmamente cada estímulo recebido e se concentrar no encontro, a gente fica na paranóia, imaginando o que o parceiro ta achando, se ele ta gostando, se ele está reparando na gordurinha, se ele já gozou, se ta perto de gozar, se você vai conseguir chegar ao orgasmo, enfim, pensa tanto que perde o melhor da festa: o toque, o cheiro, o gosto, os sussurros, os gemidos e nem vê, também, o corpo do parceiro, pois está coberto, a luz ta apagada, enfim, existe muito trava, quando o assunto é o corpo da gente. Existem sempre limites e isso pode prejudicar a nossa satisfação sexual.
Mas, o pior mesmo, é quando é um parceiro novo, que você está conhecendo, descobrindo todos as particularidades. Imaginem a cena: você vai para um motel com uma moça ou um rapaz, pela primeira vez, a cabeça ta a mil por hora. Nem o Ayrton Senna consegue acompanhar o fluxo de pensamentos. “Será que ele ta gostando? Será que ela fingiu? Será que ele vai me ligar amanhã pra gente sair de novo? O que ela ta achando do meu pinto? O que ele ta achando do meu corpo?”. Enfim, inúmeros são os pensamentos. Sem contar que, na hora da movimentação, do “vuco vuco”, a gente fica evitando posições que deixam as nossas imperfeições tão à mostra. E o complicado é evitar isso em um motel, que tem espelho em tudo que é lugar, que dá pra ver todos os ângulos possíveis do momento à dois. Não é fácil não!
Aí eu pergunto, como relaxar numa hora dessas, como aproveitar o momento ao máximo, percebendo todas as sensações, se na hora do “vamo ver” a gente fica se arrependo de toda a comida que ingeriu nos últimos meses? Será que dá pra ter orgasmo desse jeito? E o cara? Será que ele vai conseguir manter a ereção com tanta coisa atormentando a cabeça? Eu acho que é mais difícil!
Seria muito bom se não existisse essa insatisfação com o próprio corpo, pois na hora do sexo, esses medos e travas, talvez desaparecessem e a gente pudesse relaxar e ...
Por isso, a partir de ontem, projeto bunda dura 2010/11. Academia, caminhada, ou então, desencana! Ninguém merece sentir vergonha nessa hora!
Beijos e bom projeto para todos nós!
05/03/2010, 14:38
Saias justas de uma terapeuta sexual
Oi gente!! Tudo bem por ai? Por aqui ta tudo bem demais!! Sexta-feira na área! Hoje eu vou falar sobre ser terapeuta sexual. Juro que quando fui fazer a minha especialização não tinha a menor idéia do que viria pela frente e ignorava que as pessoas passavam por tantos problemas na esfera sexual. Essa escolha foi influenciada por um tio Urologista, que, no momento de decidir o que faria depois do curso de psicologia, me aconselhou a fazer algo na área, pois, na realidade de consultório, a maioria das queixas de disfunções sexuais, eram em decorrência de alguma "coisa da cabeça" dos pacientes. Aí, fui assistir a primeira aula e me apaixonei pelo curso, disciplinas, atendimentos. Pronto! Abracei a causa! Vou auxiliar quem tem problemas na vida conjugal, fazer a diferença de alguma maneira na vida das pessoas que me procurarem pedindo ajuda. Acredito que seja natural as pessoas se questionarem ou soltarem piadinhas cheias de malícia quando tratam do tema. Gente, já passei e passo por tanta saia justa por causa dessa minha escolha! Primeiro de tudo é que não sou mais Moara, sou a sexóloga. Muita gente me apresenta assim. Não posso mais sair pra lugar algum, sem que alguém faça referência ao fato de eu ser sexóloga. Tem sempre alguém que me pede dicas, que pergunta algo. Já passei pelo o cúmulo de um ex-namorado (sem nomes), ligar pra mim, assim que soube que sou terapeuta sexual e soltar "fui seu paciente há anos atrás!" -Não meu querido!! Você não foi meu paciente, você foi meu namorado! (Foi minha resposta ao comentário). A relação é completamente diferente! Já passei também por uma situação inusitada, quando um paciente ligou, marcou a consulta, foi ao consultório e esperava que lá fosse tudo, menos um consultório de psicologia. Coitado! Achou que fosse tirar o atraso, pechinchou o valor da consulta. Deve ter pensado: " Que puta cara!" (Risos) Teve um tio que fez o seguinte comentário: "Com uma terapeuta bonita desse jeito, o paciente deixa de ser broxa na hora! (Odiei esse comentário!) O que será que ele pensou? Bem que eu pago peitinho na hora da sessão. Se não, outras coisitas mais! Eu fico imaginando: o que será que passa pela cabeça do povo? Acho que as pessoas pensam que as disciplinas do curso são: Sexo Oral I, Sexo Oral II, Sexo Anal I e II, Sexo Caguru Perneta, Sexo no Lustre e de cabeça pra baixo, com direito a aulas práticas no final de cada módulo. "Escolham seus parceiros!" Ou parceiras, ou os dois. Bora! Agora é sexo grupal! Então, para desmitificar um pouco, vou contrariar essas pessoas. Não existe nada disso! As disciplinas vão desde fisiologia da resposta sexual humana, aulas de anatomia da região genital, do homem e da mulher, principais disfunções sexuais, que no homem são disfunção erétil, ejaculação rápida, anorgasmia (ausência de orgasmo), ejaculação retardada, dispareunia (dores antes, durante ou depois do ato sexual), inibição de desejo e na mulher, dispareunia, anorgasmia, inibição de desejo, vaginismo (espasmos musculares da vagina que impedem a penetração). Aprendemos as técnicas comportamentais que auxiliam no processo terapêutico, terapia de casal, resolução de crises, conflitos. No consultório, sempre investigo as crenças, valores e educação que envolvem a sexualidade do paciente. É sempre importante, antes de iniciar o processo terapêutico, procurar seu médico, urologista ou ginecologista para fazer exames e descartar qualquer problema orgânico. Só depois é indicado a terapia. Então, é isso gente, espero ter explicado um pouco como funciona a terapia sexual e nem se preocupem, que a cada post, vocês iram ter mais informações a respeito dessa atuação dentro psicologia. Outra coisa não, mas falar sobre sexo, vamos muito!! Beijos e bom findi!
24/02/2010, 17:07
Campanha FIQUE SABENDO!
Oi pessoas!!
Saudade já!
Como foram de carnaval? Curtiram muito? Hummmm, que bom, então!
Para começar, se me permitem, hoje, quero estrear o: "Recadinhos do meu coração". Amanhã, dia 25 de fevereiro, meu irmão querido, André, completa mais um ano de vida e gostaria de registrar meu imenso amor e admiração por ele. Irmão véi, tudo de bom pra você! Te amo muito!
Voltando...
Bem, hoje, eu resolvi dar prioridade às informações que recebi a respeito dos casos de HIV registrados no nosso estado. Eu não comentei no post passado, mas, todas as informações que dei a respeito do carnaval, e da campanha para o uso da camisinha, me foram cedidas pela Secretaria Estadual de Saúde. Como existe um monte de informação que ainda não repassei pra vocês, achei melhor divulgá-las nesse espaço. Sempre é bom a gente saber o que anda acontecendo.
No Piauí, entre os anos de 1986 a 2009 foram registrados 3.486 casos de AIDS. Desses, 71,4% são homens e 28,5% são mulheres.
O maior número de infectados encontra-se na faixa etária que vai dos 20 aos 34 anos (1.253 casos registrados).
A principal via de transmissão é a sexual (secreções genitais), com 80,2% dos casos. Desses, 59,1% são heterossexuais, 22,6% bissexuais, 18,3% são gays.
3,4% são usuários de drogas injetáveis e 14,3% passaram por exposição ignorada (transmissão vertical, da mãe para o filho, durante a gestação, parto ou amamentação, compartilhamento de material perfuro-cortante, transfusões sanguíneas ou acidente de trabalho com material perfuro-cortante).
A maior concentração de casos está no município de Teresina, com 1.561 casos registrados, seguido por Parnaíba, com 122 casos. Em terceiro lugar está o município de Campo Maior com 62 casos registrados, isso, até ano passado.
No nosso Estado temos alguns serviços voltados para a assistência e prevenção para casos de HIV/DST/AIDS:
• 1 Hospital de Referência: Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela – IDTNP
• 6 Unidades dispensadoras de medicamentos (antiretrovirais): Em Teresina (2), Picos, Pirirpiri, Floriano e Parnaíba.
• 5 CTAs – Centro de Testagem e Aconselhamento (Teresina, Parnaíba, Picos, Floriano e Piripiri).
• 6 SAEs – Serviços de Atendimento Especializado. Em Teresina (2), Picos, Floriano, Piripiri e Parnaíba.
Segundo dados preliminares do Programa Nacional de DST e AIDS, a epidemia, ainda que estabilizada no país, encontra-se crescente no Nordeste. Diante disso, na luta contra essa estatística, a Secretaria de Saúde foca sua atenção aos seguintes aspectos:
• A necessidade de testagem para o HIV (CTAs Estadual e Municipais);
• Exercício do auto-cuidado;
• A ampliação da quota e distribuição de preservativos via atenção primária;
• Atenção Integral a Saúde do Homem vivendo com HIV/prevenção positiva promovida pelos SAEs Municipais e Estadual;
• Oferta de Tratamento para Lipodistrofia com implante de Meta Crill nas regiões do corpo que apresentam diminuição da camada gordurosa;
• Participação Social pelo controle da epidemia de AIDS.
Gente, é isso. O carnaval acabou, mas o uso da camisinha, não. Cuide de você!
E a campanha do FIQUE SABENDO, continua. Deu bobeira? Faça o teste de AIDS.
Beijos e boa semana pra vocês!!
10/02/2010, 18:39
Camisinha. Use Sempre.
Uhhu!!
E o Carnaval tá chegando! Já se programou? Trocou o óleo do carro? Balanceou os pneus? Fez aquela feira básica? Pão, iogurte, nescau, leite, queijo, presunto? E o biquini, shampoo, sabonete... Protetor solar?? Rapaz! O sol não está pra brincadeira... e o kit folia?
Pois é, vamos nos organizar, brincar, pular, do jeito que for sem esquecer da proteção. Me lembrei da propaganda da cerveja skin... Pode tomar seu cervejão, pegar seu mulherão, pular seu carnavalzão, mas sem esquecer sua proteção, combinadão? Essa parte eu que inventei. Vou propor pra agência de publicidade. Quem sabe não rola um por fora?
Quem vê assim nem associa o carnaval à Igreja Católica. E na verdade as festas carnavalescas surgiram a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a idéia de "afastamento" dos prazeres da carne marcado pela expressão "carne vale", que, acabou por formar a palavra "carnaval".
No período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual.
Em aproximadamente 1723, o carnaval chegou ao Brasil sob essa influência Européia. É um período do ano onde, em alguns lugares específicos (bailes, blocos de rua, etc) o que normalmente é punido se torna liberado. Por exemplo, pessoas andam bêbadas na rua (lugar dos carros, no período normal do ano), garotas ficam mais atrevidas do que a sociedade normalmente tolera. E é quando os homens se vestem de mulher, no Bloco das Piranhas, sem nenhum problema.
O Carnaval gera muitos comportamentos interessantes para analisar, pois como a sanção da sociedade se afrouxa, tudo que era proibido se torna não apenas liberado, porém mais intenso. Exemplo: bebedeiras, consumo de drogas, crimes, e sexo sem segurança (O lado negro do carnaval).
O tema da campanha do carnaval de 2010 é: CAMISINHA. COM AMOR, PAIXÃO OU SÓ SEXO MESMO. USE SEMPRE. E tem como público alvo: homens gays e mulheres na faixa etária de 16 a 24 anos. Será dividida em dois momentos: antes e depois do carnaval. No primeiro, o objetivo é:
• Estimular o uso do preservativo, masculino e feminino, com mensagem: “Faça o que quiser, mas faça com camisinha.”
Já no segundo momento, o objetivo principal será:
• A realização do diagnóstico para o HIV, principalmente por meio do teste rápido, com mensagem: “Deu bobeira? Faça o teste de AIDS.”
No Brasil, estima-se que 630 mil pessoas vivam hoje com HIV. Destes, cerca de 250 mil não conhecem seu status sorológico. O ministério da saúde constatou que em 2004, apenas 28% da população havia realizado ao menos uma vez o diagnóstico do HIV.
Portanto, o Departamento do DST, AIDS do MS recomenda que estados e municípios ampliem mobilizações de “ Fique Sabendo”, que permite a população a realizar diagnósticos espontaneamente, tornando o teste rápido mais conhecido pela população.
Pois é gente, não só no carnaval, como durante o ano todo, devemos incentivar o uso da camisinha como forma de evitar as doenças sexualmente transmissíveis, a AIDS, a gravidez indesejada. Essa é a melhor forma de proteção que existe, quando se tem uma vida sexual ativa! Existe nos postos de saúde distribuição gratuita de preservativos. Vá você, leve seu parceiro(a), fale para o maior número de pessoas. Avise às pessoas de menor poder aquisitivo.
Hoje em dia, existe no mercado, uma infinidade de marcas de preservativos para consumo, de vários sabores, cores, com e sem lubrificante, com material um pouco mais fino e também com tamanho diferenciado. Encontre uma que se adeque a você e que você goste mais. Experimente. Sinceramente, acho que não existe desculpa para não usar.
E nesse carnaval, cuidado com o lobo mau!!!!
Então, ficamos combinado assim!
A regra é: usar camisinha!
Bom Carnaval!!
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Eu sou Moara Carvalho, psicóloga, terapeuta cognitivo-comportamental, terapeuta sexual e agora escritora!
06/02/2010, 09:48
O julgamento que as pessoas fazem a respeito, por exemplo, do esmalte vermelho
Oi gente, olha eu de novo!!
Bem, antes de começar, gostaria de falar algumas coisas. Primeiro, gostaria de corrigir algo que falei no meu post passado. Vou falar de sexualidade sim, mas nem tão séria e nem tão responsável, apenas do meu jeito, um pouco de humor, às vezes, pode ser bem vindo. Segundo, passei a semana inteira imaginando historinhas e assuntos, temas e coisas para por no blog. Parece, até, trabalho de conclusão de curso, monografia, enfim, algum trabalho que a gente tem que aprontar e fica lembrando pra não quebrar o raciocínio, só que eu tive vários temas em pauta. É bom, mas é angustiante também. (Risos). E terceiro, obrigada pelos comentários, confesso que tem gente da minha família, tipo uns 50%, mas tá bom né? A gente precisa de um incentivo.
Hoje eu resolvi escrever sobre algo que nos acompanha em tudo que vamos fazer: julgamento! Pois é, eu também faço isso, às vezes, confesso. Hoje não foi diferente. Fui ao salão de beleza, fazer minhas unhas, porque, enfim, final de semana chegando, é bom dar aquela produzida no visual, não é mesmo? Na hora de escolher a cor, me viro para a Lidiane, minha manicure e solto um “quero um bem vermelhão, vermelho puta”. Aquilo gera frisson, todas riem e o assunto se encerra, mas não na minha cabeça. Pronto! Mais um tema me persegue. Fico quieta, maquinando todas as palavras do meu próximo post no blog: o preconceito absurdo da própria sexóloga! (Risos). Gente, vocês não têm idéia do tanto de histórias que lembrei... Das construções que as pessoas fazem em relação à cor do esmalte que se usa e também de mais um monte de outras coisas...
Quer dizer, então, que o fato de eu usar o esmalte vermelho me transforma automaticamente numa puta(não que eu ache isso um problema)? E no dia que eu usar uma cor clarinha, tipo Renda, ou algo parecido eu me torno freira? Interessante!!! Parece irracional, mas acontece!
Como exemplo, posso citar, um marido que não gosta que sua esposa use uma cor escura nas unhas, pois, acha vulgar e diz que :” mulher que usa essa cor quer chamar atenção!”
Lembro, também, uma história de uma garota que estava numa festa paquerando um rapaz e sem motivo aparente, não deu em nada. A explicação do amigo da garota:”- Ele só não quis ficar com você porque você estava com esse esmalte vermelho, se estivesse usando um esmalte clarinho, ele teria ficado!” Quanto poder teve esse esmate! E ou outra, se fosse eu, ele perdia a amiga na hora!
E agora, vocês devem estar perguntando, sim Moara, e o que isso tem a ver com a sexualidade da gente? E eu respondo, um monte de coisa! Sabe porque gente? Vou explicar.
Primeiro, se você for homem e utilizando o exemplo da cor do esmalte, e tiver a percepção de que mulher “direita” não deve usar esmalte vermelho, vai julgar toda mulher que usar essa cor como mulher vulgar. Quando você for se relacionar de alguma maneira com essa mulher pode ter algumas reações (e aí vai depender de outras construções que tiver a respeito de você mesmo). Achar que essa é uma garota de fácil conquista e ser direto na sua abordagem. Pode ficar inseguro por achar que ela é mais experiente do que você e aí gerar uma ansiedade (vale lembrar que sexo e ansiedade não combinam) . Pode entrar em conflito, pois, ela, ao mesmo tempo que parece ser alguém bacana e digna de confiança, usa esmalte vermelho e te deixa com o pé atrás. E pode, até mesmo, evitar todo e qualquer contato, pois, ela não é alguém que você busca como ideal de mulher.
Se você for mulher, e tiver a percepção de que o esmalte vermelho é de puta. Pode regir também de algumas maneiras. Pode ficar insegura quanto a opinião do rapaz. Ficar imaginando o que ele está pensando de você. Se ele acha que usar esmalte vermelho faz dela alguém fácil. E isso pode gerar ansiedade. Pode até achar a cor bonita, mas, por ter medo do julgamento de outras pessoas, não usa.
Isso gente, é apenas um exemplo bobo, mas que pode gerar conflito sim, já vi casais discutindo por um simples esmalte. Vale pra tudo. Homem que joga. Mulher que fuma. Homem que bebe. Mulher mais alta que homem. Mulher de decote e saia curta. Homem separado. Mulher com filho. Alguém sempre tem sua própria teoria sobre algo ou alguém. Mas, isso é um julgamento e pode ser preconceituoso. Que tal tentar evitar?
Lembra que no post passado eu falei sobre como nossas crenças e valores e informações inluenciavam na nossa sexualidade? Aqui é mais um exemplo disso. Essas construções que nós fazemos são baseadas na nossa educação, cultura, sociedade. É o nosso sistema de crenças e valores que é formado. Mas, o que é bom é que a gente pode sempre mudar. Não existem verdades absolutas, existe a nossa verdade!
Beijos!
Bom final de semana!
Aproveitem e beijem muito!
Abaixo o preconceito! Inclusive o meu!
01/02/2010, 16:10
Os pais enfrentam dificuldade em lidar com o tema sexualidade
Oi pessoas! Tudo bem?
Estou muito feliz pelo Acessepiauí me disponibilizar esse espaço onde possa abordar o tema sexualidade de uma maneira séria e responsável. Primeiro de tudo, deixa eu me apresentar: me chamo Moara Carvalho, sou psicóloga, formada pela Universidade Federal da Paraíba, especialista em Terapia Comportamental-Cognitiva pela Universidade de São Paulo e em Psicoterapia com enfoque em Sexualidade Humana pelo Instituto Paulista de Sexualidade. Durante dois anos participei como profissional em supervisão do Projeto Sexualidade no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas em São Paulo. Em parceria com o GEPIPS (Grupo de Estudos e Pesquisa do Instituto Paulista de Sexualidade) venho participando de uma pesquisa que tem por objetivo estudar o comportamento sexual do brasileiro e o grau de satisfação conjugal do brasileiro. Fiquei responsável pela coleta e estudo dos dados da população do Piauí. Já cheguei a coletar alguns dados para a pesquisa ano passado (2009), mas é em 2010 que pretendo dar um gás maior nesse projeto. Desenvolvo também, em parceria com a Urocenter, o Ciclo de Palestras para Educação Sexual, que tem por objetivo informação e educação visando promover uma maior qualidade de vida sexual aos pacientes Urocenter. Faço, também, atendimento psicológico individual, adulto e adolescente e atendimento de casal em consultório. E, hoje, me atrevo a escrever sobre esse tema tão instingante. Conto com a participação de vocês, me dando dicas, sugestões, propondo temas, fazendo perguntas, críticas, enfim, tô aqui pra isso. Espero, com mais essa ferramenta, atingir o maior número de pessoas e poder ajudar de alguma maneira nesse processo de construção da felicidade.
Bem, essa vontade surgiu como resultado da minha prática no consultório e, também, como resultado de alguns desses projetos que fiz e faço parte. Pude observar que a desinformação ou o acesso à informações erradas levam as pessoas a desenvolverem algum tipo de problema na esfera sexual. São muitos os mitos e as inverdades que rodeiam o tema sexualidade. Um exemplo clássico: “ A masturbação no homem faz criar pelo na mão!”. Já ouviram isso alguma vez? Pois é. Esses tipos de mitos, regras e preconceitos que assimilamos durante a nossa vida, atraves de nossa educação, cultura e de nossa sociedade vai moldando a gente, vai moldando nosso sistema de crenças e valores, o que consideramos certo e errado. O problema é que nem sempre todas essas regras impostas são racionais e retrata o que realmente acontece. É só sair um pouquinho da trilha do que é combinado socialmente, do que é tido como certo que já temos as nossas atitudes questionadas por muitos e até por nós mesmos. Isso gera conflitos internos, isso gera ansiedade e pode trazer problemas para a nossa vida.
Estava vendo que existe um estudo feito na internet que questiona o internauta quem ele procura primeiro para tentar resolver algum problema sexual e a resposta com maior pontuação é a internet. Diante disso, algo me diz que estou indo pelo caminho certo. É uma ferramenta valiosa. E espero usá-la da melhor maneira possível.
Por hoje, vou ficando por aqui. Espero que essa seja apenas a primeira de uma série de postagens e que possa discutir esse tema e suas diversas nuances e particularidades.
Abaixo o preconceito!
Até a próxima!
Beijos e boa semana a todos!