17/08/2010, 10:19
Permita-se!
Oi!!
Estava aqui pensando no meu post passado e no comentário que uma leitora copiou de uma matéria: "Que me desculpem os maldotados, mas o nosso prazer depende, sim, do tamanho do pênis. Estou falando do prazer no intercurso. Mas também do prazer visual, tátil. Se o rapaz tiver o melhor beijo do mundo e um pênis minúsculo, boa parte do esforço – o dele e o nosso – vai por água abaixo. Não há como negar. Confesso que não consultei especialistas para chegar a essa conclusão: consultei garotas" Por:Clarah Averbuck http://super.abril.com.br/saude/penis-tamanho-documento-sim-443051.shtml
No meu consultório, entre pacientes mulheres, a queixa mais recorrente é a ausência de orgasmo. Não conseguir chegar ao clímax. Tenho e tive pacientes mulheres que nunca tiveram a experiência do orgasmo. Os motivos são os mais diversos possíveis, mas, tem um que é comum em todas elas: nunca se masturbaram!
São comuns mulheres que depositam a responsabilidade de seus orgasmos nos parceiros e homens em geral. A maioria, mesmo que sutilmente, culpa seu parceiro pela insatisfação na cama. Ou porque o pênis é pequeno, ou porque ele é muito parado, ou porque ele não investe em preliminares. Mas, nunca questionamos o que podemos ou poderíamos fazer para chegar ao êxtase.
Geralmente somos criadas cheias de tabus em relação à masturbação, ao sexo. Mulheres que conhecem o próprio corpo, que se despiram de determinados preconceitos e se permitiram experimentar, tem uma vida sexual mais satisfatória.
Culturalmente, o homem quem é responsável por isso. O homem é quem sabe, o homem quem tem que fazer o “serviço direito”, mulheres, até bem pouco tempo atrás, apenas recebiam e se questionavam, que safadas que eram! (Ainda permeia o imaginário feminino!)
A sociedade é muito poderosa! Ela tem o poder de nos impor regras, normas, leis, que muitas vezes nem questionamos, apenas assumimos como verdade absoluta. As imposições culturais sobre nós, a mídia, a educação repressora por vezes nos engessam. A visão limitada diante da sexualidade, a ausência de repertório sexual é comum para a maioria das mulheres. E para os homens também. Somos completamente genitalizados! Sexo é penetração! Será só isso?
Por quê?
Porque a gente aprendeu que deveria ser assim. Porque as colegas falaram, a mãe disse, o pai “profetizou”, os irmãos conversaram com seus colegas e a gente construiu a nossa sexualidade baseada, quase que inteiramente, sob a perspectiva do proibido, do errado, do vulgar e ainda mais, do que é certo e do que é errado, do que é bom e do que não é, do que pode e do que não pode, enfim, nos deu fórmulas prontas que devemos seguir à risca. Sai da linha pra ver!
Aí eu me questiono, será que o tamanho do pênis é realmente importante na relação sexual? Ou será mais uma imposição social, baseada naquilo que a gente passa a vida inteira escutando e assume como verdade absoluta? (Eu também já acreditei nisso!)
Acredito até que o tamanho do pênis pode ser um estímulo a mais, assim como um bumbum bonito, uma barriguinha sequinha, uma boca carnuda... Isso é questão de gosto, mas, jamais entenderia uma mulher que não aproveitasse, ou levasse mais em consideração um bom beijo, uma boa pegada, abraços, carícias, porque o pênis do rapaz não é bem dotado.
E eu não falo só do sexo com amor, falo também do sexo pelo sexo. Pelo tesão! Pelo físico, o corpo como o todo e não só pênis ou vagina.
Mulheres se permitam! Idéias preconcebidas sobre algo nos limitam, nos impede de vivenciarmos a nossa sexualidade de maneira mais ampla. Isso vale pra tudo!
Beijo bem grande!
03/08/2010, 14:41
O tamanho do pênis faz realmente diferença durante as relações sexuais?
Oi gente, boa tarde!!!
Tudo bem por ai??
Nas últimas décadas uma queixa masculina tem se acentuado e aparecido cada vez mais nas conversas sociais e nos consultórios médicos e de especialistas em sexualidade: o tamanho do pênis.
Não sei de onde vem esse senso de inadequação dos homens, mas, eu acho que pode ser da infância, quando o menino compara o seu pênis ao do próprio pai. Na maioria das vezes, quando esse rapaz cresce ele não tem mais acesso ao pai nu e não tem mais parâmetro de comparação. O pênis que ele tem acesso é aquele de vídeos eróticos e geralmente, esse pênis tem um tamanho muito acima da média.
Os filmes pornográficos, as revistas e os livros que dão ênfase aos predicados físicos, provavelmente são – ao menos em parte – dignos de serem criticados por encorajarem a obsessão feminina por homens “superdotados” assim como encorajam a obsessão masculina por “pedaços de mulher”. Da mesma forma, tais veículos de comunicação reforçam o sentimento de inadequação por parte de homens e mulheres que pensam que não são bem dotados.
Outra coisa que pode acontecer é a tentativa de comparação em vestiários, olhando meio que de “rabo de olho” para o pênis do colega, com medo de ser mal interpretado. Na verdade, semelhante comparação é enganosa, por duas razões. Primeiro, como resultado da perspectiva, um pênis do mesmo tamanho pode parecer maior quando visto à distância, como parte do corpo de alguém, do que visto de cima para baixo, parte de nosso próprio corpo. Segundo, é muito enganador julgar o tamanho de um pênis quando está flácido. (O pênis flácido não necessariamente vá seguir o mesmo padrão quando ereto.)
Você deve ter em mente que pênis normal é aquele que tem tamanho adequado para funcionar numa relação sexual. O tamanho do pênis não tem nenhuma relação com impulso, desejo, potência ou capacidade sexual.
É importante o homem saber que: a área mais sensível da mulher é o clitóris – um pequeno órgão cilíndrico localizado na entrada do vestíbulo, na junção dos pequenos lábios. Durante a relação sexual o clitóris é estimulado pela a ação de empurrar e friccionar originada pelos movimentos pélvicos do casal – um estímulo que de maneira alguma depende do tamanho do pênis. E mais: a vagina é um órgão extremamente elástico, que se ajusta quase que imediatamente ao pênis, seja ele grande ou pequeno.
O problema é que culturalmente, a identidade masculina tem se baseado excessivamente no pênis. Essa condição cultural incapacita ao homem reconhecer outras formas de expressão e de masculinidade. Esta restrição e fragmentação de identidade masculina com a focalização no pênis o impede de relacionar-se afetivamente e quiçá sexualmente com outra pessoa.
Essas crenças em relação ao pênis, à valorização do tamanho, pode ser responsável por uma série de transtornos ansiosos nos homens, dificuldades afetivas, de habilidades sociais e disfunções sexuais.
Por isso vou terminar meu post de hoje citando Barry McCarthy: “Os grandes amantes se fazem, não nascem. A capacidade de desfrutar a vida sexual e de torná-la agradável para seu parceiro depende, fundamentalmente da extensão de seu conhecimento, de sua habilidade, de sua sensibilidade, se sua imaginação e de sua capacidade de se comunicar - e tudo isso é uma questão de aprendizagem e experiência, não dotes naturais”.
É como a professora Carmita Abdo falava "Antes um pequenininho brincalhão do que um grandão bobalhão!"
(Risos)
Beijos e boa semana!
19/07/2010, 16:00
Amor entre iguais!
Ai que invejinha boa!!!
Nossos hermanos argentinos, apoiados pela presidente, têm aprovada a lei que autoriza o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo. Isso transforma o país no primeiro da América Latina a permitir o casamento gay.
Assim, a Argentina é décimo país no mundo a autorizar casamento entre pessoas do mesmo sexo, depois de Holanda, Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul, Noruega, Suécia, Portugal e Islândia.
Esse foi um importante passo para o cenário mundial no que compete à luta contra a discriminação e a favor do amor entre iguais. Sei que a luta contra o preconceito não acabou, mas nos sinaliza que esta abrindo caminhos em busca de mais tolerância e respeito.
Hoje, li o relato de um jornalista que vêm sofrendo de bullying homofóbico. Chegaram a derrubar sua pasta e a derramar uísque com redbull em sua jaqueta. Hoje, seu bairro, passou a ser questionado, diante da violência. Até freqüentar a varanda de seu apartamento, conquistado com esforço de seu trabalho, traz medo.
E eu não estou falando em Nordeste, em Paraíba, em sertão, em lugar de cabra da peste que resolve perrengue com peixeira. Estou falando de Rio de Janeiro, onde, teoricamente, as pessoas são mais cultas, são mais politizadas, têm mais acesso à informação, à educação, à tecnologia, não? O Rio é um grande centro urbano que serve como referência do Brasil lá fora e ainda sofre por esse tipo de preconceito e violência.
Mas, afinal, o que é homossexualidade?
Homossexualidade refere-se ao atributo, característica ou qualidade de um ser — humano ou não — que sente atração física, emocional e estética por outro ser do mesmo sexo. Como uma orientação sexual, a homossexualidade se refere a "um padrão duradouro de experiências sexuais, afetivas e românticas principalmente entre pessoas do mesmo sexo"; "o termo também refere-se a um indivíduo com senso de identidade pessoal e social com base nessas atrações, manifestando comportamentos e aderindo a uma comunidade de pessoas que compartilham da mesma orientação sexual”.
As principais organizações mundiais de saúde, incluindo muitas de psicologia, não mais consideram a homossexualidade uma doença, distúrbio ou perversão. Desde 1973, a homossexualidade deixou de ser classificada como tal pela Associação Americana de Psiquiatria. Em 1975 a Associação Americana de Psicologia adotou o mesmo procedimento. No Brasil, em 1985, o Conselho Federal de Psicologia deixa de considerar a homossexualidade como um desvio sexual e, em 1999, estabelece regras para a atuação dos psicólogos em relação à questões de orientação sexual, declarando que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão" e que os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade. No dia 17 de Maio de 1990 a Assembléia-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais, a Classificação internacional de doenças (CID). Por fim, em 1991, a Anistia Internacional passa a considerar a discriminação contra homossexuais uma violação aos direitos humanos.
Por que uma pessoa é homossexual?
É importante deixar claro que, ao definir o tipo de atração, refirimo-nos tanto a afetiva quanto à erótica, e não só sexual. Então, os seres humanos costumam saber de sua orientação sexual antes mesmo de ter a primeira experiência.
Alguns pais se sentem culpados quando descobrem que seu filho(a) é gay e se perguntam onde erraram. Não existe regra. Homossexuais e bissexuais tiveram todo tipo de pais e mães: dominadores, submissos, distantes, permissivos, severos, religiosos, ausentes, intelectuais, fortes, etc. Nível social e cultural, etnia, religiões, nível econômico também não são fatores que influenciem na prevalência ou não de homossexuais ou bissexuais. As pessoas não se tornam homossexuais pela ausência de modelos ou pela indução ou motivação de alguém.
Ainda não existe nenhum estudo que comprove que a homossexualidade tem causa genética ou hormonal. Várias pesquisas foram feitas, mas não existe nada efetivo que justifique tais influências. Então, por enquanto, o que temos de concreto é que o homossexual é diferente do heterossexual assim como uma pessoa que gosta de comer carne é de uma que gosta de comer peixe.
O grande problema é a homossexualidade estar associada a uma série de coisas negativas e que permeiam o imaginário das pessoas e que por muitas vezes não são reais. Por exemplo, associar a homossexualidade à pedofilia, à promiscuidade, ao vírus da AIDS.
Abaixo o preconceito!
Viva as diferenças!
Um beijo bem grande!
09/07/2010, 03:38
A fantasia pode ser um grande aliado do desejo!
Oi gente, tudo bem por aí?
Bem, de acordo com meu amigo Aurélio, fantasia significa “imaginação. Obra ou criação da imaginação. Devaneio...”. E de acordo com meu professor Ângelo Monesi “a fantasia esta para o ato sexual assim como o oxigênio esta para a respiração”.
Mas, antes de chegar ao ponto G, vamos confabular um pouco a respeito. Quem não imaginou o Brasil ganhando a Copa 2010? Quem não se imaginou alcançando certa função na empresa que trabalha? Quem não fantasiou o primeiro encontro com aquela paquera antiga da 6ª série? Quem não imaginou o que fazer no dia seguinte? Quem não especulou qual seria o próximo post no meu blog?
Pois bem, fantasia faz parte da nossa vida. Desde a hora que acordamos até a hora que vamos dormir. Sempre estamos imaginando coisas, criando expectativas a respeito de tudo. Nós somos uns sonhadores, cheios de imaginação, devaneios... A fantasia é inerente ao ser humano desde a infância, com as brincadeiras de faz-de-conta.
Então tá liberado. Tudo que fantasiamos é nosso e ninguém tem nada a ver com isso. Certo? Certo. Mas, e quando essas fantasias, e vamos falar especificamente das fantasias sexuais, nos causa incômodo e sofrimento, o que fazer com elas? Como lidar com isso?
Se você passa por isso, quero te falar uma coisa: as fantasias sexuais são inevitáveis e reflexos saudáveis das necessidades e desejos não satisfeitos por imposições da realidade objetiva.
As fantasias sexuais são muito importantes na vida sexual, pois alimentam uma parte do desejo e da motivação sexual. Através da fantasia pode-se conhecer o desconhecido e imaginar diferentes posturas e atitudes sexuais prevendo possibilidades sexuais que ainda não se pode participar.
As fantasias sexuais estão muito associadas aos desvios sexuais e comportamentos alternativos à sensação de inadequação sexual que vem junto com elas. Dessa forma, podemos compreender porque as fantasias sexuais ficam escondidas e sofrem repressão interna, não podendo ser expostas socialmente ou até para o (a) parceiro (a). Fantasiar sexualmente os desvios (ligações incestuosas, homossexuais, sadomasoquistas, etc.) pode levar a conflitos maiores devido ao medo de liberar estas vontades, consideradas anormais, na realidade externa.
Fantasias sexuais seriam formas diferentes, outros padrões de atividades sexuais que ocorrem em nível de pensamento e imaginação. Porém, a fantasia torna-se inadequada quando substitui a realidade, no caso, um contato sexual adequado e sadio com outra pessoa. Esta redução do repertório comportamental sexual empobrece a vivência sexual e impede o desenvolvimento de relacionamentos afetivos.
As fantasias sexuais podem enriquecer as experiências sexuais solitárias ou em parceria e aumentar a intimidade e confiança com a parceria ao compartilhar as fantasias.
Então, fantasiar pode! Dê asas a sua imaginação!
Beijos.
01/07/2010, 16:30
Conversar sim. Gritar não!
Oi gente!! Boa tarde!
Na experiência em consultório, atendendo casais, vejo o quanto é comum as dificuldades em torno do diálogo, de conversar, de falar o que se sente de maneira clara. O que se fala e que se faz pode ser interpretado de diversas maneiras, depende do observador. Às vezes essas interpretações são baseadas em nenhuma evidência que comprove que aquilo é realmente verdade. É o que a gente chama de pensamento disfuncional, distorção cognitiva, erro de avaliação...
Qual foi a mulher que nunca pensou que seu parceiro estivesse com outra pelo simples fato dele não atender ao celular? Atire a primeira pedra!
E tem gente que cria toda uma história, com riqueza de detalhes, que acredita ser verdade absoluta, mas, que não passa de imaginação mesmo. O problema não é imaginar coisas e sim como você reage a isso. Tá, ele não atendeu o celular, mas, o que isso tem a ver com o fato dele estar com outra? Existe alguma evidência que confirme esse pensamento? Não? Então, relaxa e espera ele retornar e dizer o motivo de não poder atender ao celular.
Isso é apenas um exemplo. Existem várias situações cotidianas que geram interpretações: “Ele não me ama mais, ela não me deseja, ele faz isso pra me ferir, ela tá querendo me controlar...”
Eu sei o quanto é difícil conversar. E precisamos, ao invés de tentar adivinhar o que o outro está pensando, sempre perguntarmos se é isso mesmo. Às vezes, a cara amarrada do parceiro não tem nada a ver com algo que você tenha feito, é apenas um problema no trabalho, dor de cabeça, cansaço.
Criamos expectativas diante do nosso parceiro que às vezes são irrealistas. “ Ele devia saber disso, eu não queria ter que dizer!” Pois é, mas a gente precisa dizer. Ninguém tem bola de cristal pra adivinhar as necessidades e as vontades do outro. Quando criamos expectativas que não são supridas temos a tendência a julgar tal comportamento como algo negativo.
Vou citar algumas das distorções cognitivas mais comuns entre casais:
1) Inferência Arbitrária. As conclusões são formadas na ausência de evidências de apoio que as substanciem. Por exemplo, um homem cuja esposa atrasa-se meia-hora após o serviço conclui: “Ela deve estar tendo um caso.”
2) Abstração seletiva. As informações são consideradas fora de contexto; certos detalhes são salientados, enquanto outras informações importantes são ignoradas. Por exemplo, uma mulher, cujo marido deixa de responder seu cumprimento logo ao despertar, conclui: “Ele deve estar zangado comigo novamente.”
3) Hipergeneralização. Um ou dois incidentes isolados servem como uma representação de situações similares em qualquer contexto, estando ou não relacionados. Por exemplo, após ser rejeitado para o primeiro encontro, um homem jovem conclui: “Todas as mulheres são iguais; eu serei sempre rejeitado.”
4) Magnificação ou Minimização. Um caso ou circunstância são percebidos sob um prisma maior ou menor do que seria apropriado. Por exemplo, um marido zangado “explode” ao verificar o saldo bancário negativo e declara para a esposa: “Estamos falidos.”
5) Personalização. Eventos externos são atribuídos a si próprio, quando existem evidências insuficientes para esta conclusão. Por exemplo, uma mulher descobre o marido passando novamente uma camisa que ela própria já passara e presume: “ Ele está insatisfeito com a minha capacidade de fazer as coisas.”
6) Pensamento dicotômico. As experiências são codificadas como “tudo ou nada”, como um completo sucesso ou fracasso total. Por exemplo, o marido pede à esposa sua opinião sobre a colocação de papéis de parede em andamento na sala de recreação e, depois que esta questiona sobre as emendas, ele pensa: “Não consigo fazer nada direito.”
7) Visão em túnel. Ocasionalmente, os parceiros vêem apenas o que desejam ver, ou o que se ajusta a seu estado mental no momento. Uma mulher que acredita que seu namorado “faz apenas o que quer, de qualquer modo”, pode acusá-lo de tomar decisões baseado em motivos puramente egoístas.
8) Explicações tendenciosas. Esta é quase uma espécie de suspeita que os parceiros desenvolvem durante períodos de sofrimento, durante os quais existe uma suposição automática de que o companheiro mantém um motivo negativo e velado para as suas ações. Por exemplo, uma mulher afirma a si mesma: “ Ele está agindo deste modo exageradamente carinhoso, porque, provavelmente, depois me pedirá para fazer algo que sabe que detesto fazer.”
9) Leitura mental. Este é dom mágico de ser capaz de saber o que o outro está pensando, sem o auxílio da comunicação verbal. Os casais terminam por atribuir intenções negativas a seus parceiros. Um homem pensa consigo mesmo, por exemplo: “ Eu sei o que ela está pensando. Ela acha que eu não percebo os seus truques para enganar-me.”
Pois é, acredito que vocês se identificaram em algum desses exemplos. Geralmente, esses erros acontecem quando o casal está em conflito e passa a olhar por uma ótica negativa tudo que o parceiro faz ou fala. Isso transforma o casamento ou o relacionamento em algo muito difícil de conduzir.
Então, a dica do dia é: Converse com seu parceiro. E sempre que algo negativo passar por sua cabeça procure as evidências de que isso é verdade e pergunte sempre.
Beijos e bom jogo amanhã! Vamos lá Brasil!!
23/06/2010, 17:23
Aguce seus sentidos!
Oie!!!
Saudades já!
Pra começar, vou ativar os recados do meu coração. Amanhã, 24 de junho, é aniversário da minha cunhada Mamá. Queria mandar um beijo bem grande para essa pessoa que já faz parte dos meus dias, da minha vida e do meu coração. “Mamá, feliz aniversário! Te amo!”
Pois bem, época de copa do mundo. Vocês já prestaram atenção em como a energia da cidade mudou? As pessoas parecem mais eufóricas, mais alegres e sorridentes. A cidade, mais colorida, pra onde a gente olha existe bandeiras do Brasil, camisas com as cores verde, amarelo e azul. As letras das músicas, a programação das emissoras de TV, enfim, a cidade pára para o momento futebolístico. Aliás, o Brasil pára! Adoro copa do mundo! A festa, a farra, os encontros, reencontros, a comemoração, o grito de gol!
Outro dia, se não me engano depois do jogo do Brasil contra a Costa do Marfim, no domingo à noite, uma das reportagens do programa Central da Copa, na Rede Globo era “Os cinco sentidos da Copa do Mundo”. Achei o máximo a reportagem. O cheiro, o gosto, o barulho, o que se toca e o que se vê em momentos como esse... Deu até vontade de estar lá no estádio, aproveitando todos esses estímulos. Quem não gostaria de pegar na Jabulani? (risos).
Na correria do dia-a-dia perdemos a capacidade de prestar atenção nos estímulos. Fazemos tudo de maneira tão automática, tão mecânica... Você presta atenção em qual a primeira parte do seu corpo que você lava quando vai tomar banho? E no sabor do alimento? Você pára pra escutar o que as pessoas à sua volta estão realmente falando? Você olha para os que te rodeiam? Hum... Complicado, né?
Na hora do sexo, não é muito diferente. Parece até um ritual. Pega aqui, ali, beija acolá, tá pronto! Vocês estão realmente prestando atenção no que está acontecendo? Onde estão seus pensamentos nessa hora?
Para aproveitarmos o momento de encontro é importante focar, nos concentrar no que os órgãos dos nossos sentidos tem para nos oferecer em termos de sensações agradáveis e eróticas. Tudo isso é combustível para a nossa excitação. O cheiro do parceiro, o toque, o sabor, os sons que ele faz, o que ele fala. Olhar nos olhos e outras partes do corpo também. Todos os nossos sentidos podem nos emitir estímulos importantes para o processo de excitação. E cada pessoa gosta de um jeito, tem uma particularidade.
A dica do dia é: faça amor devagar, como se estivesse experimentando seu parceiro, cada pedacinho dele. Ou dela!
Aguce os seus sentidos!
Beijos.
12/06/2010, 14:31
Eu te amo, por Cássia Janeiro
07/06/2010, 12:15
Evite que seu filho durma no seu quarto!
Dia dos namorados chegando...
Por esses dias, uma tia sugeriu: “Moara, porque você não dá dicas de como passar o dia dos namorados?” Fiquei martelando isso na minha cabeça, tentando bolar algo que não caísse na mesmice desses sites de dicas estilo Revista Nova: “Como enlouquecer um homem na cama”, “Como ter uma noite dos deuses”, “Como fazer sua parceira chegar à Lua”, sabe? Acho que essas dicas de apimentar a relação são muito válidas, mas é algo fácil de ter acesso. Qualquer site que fale sobre sexo tem e não é muito o meu estilo. Pelo menos não é essa a minha intenção. Gostaria de olhar por um ângulo da sexualidade que a maioria não olha. De tocar num ponto que poucos exploram. Hum, duplo sentido!
Aí, esse final de semana prolongado me ajudou muito. Fiquei em casa, não viajei, não sai. Dias assim, fico muito dentro do meu quarto. O papai costuma falar é o “meu útero”, não o meu, mas onde eu fico guardadinha, sem que nada me abale. Tem sentido!
No meu quarto tem muita coisa que eu preciso. Tem meus livros, minha TV, meu computador, meu aparelho de DVD, ar condicionado, cama, banheiro, enfim. Percebi esse final de semana que faço de tudo dentro dele. Almoço, janto, assisto filmes, cuido do meu sobrinho, leio, uso computador. São muitos estímulos! Acontece isso com vocês?
Lembrei da minha tia. Dois filhos. A garota deve ter uns 12 anos e o rapaz uns 7. Casada há uns 15. O que ela anda fazendo dentro do quarto dela? (Gente, não interpretem errado, sigam meu raciocínio).
Geralmente, o quarto dos pais é o preferido dos filhos. Então eles dominam um espaço que seria de direito do casal. Quando não existem filhos, o próprio casal transforma o quarto no ambiente multi uso da casa. Até visitas se recebem dentro do quarto. Ao quarto ficam associados muitos estímulos, mas nenhum deles é erótico. O cheiro, os sons, a imagem, a bagunça, enfim, nada favorece. E quando acontece a relação sexual, a gente tem que brigar com um monte de estímulos que não favorecem a excitação.
Já ouvi muito casal falar que enquanto namorados é uma coisa e quando casados as coisas mudam. Mas, tem que mudar tudo? Será que não dá pra evitar algumas situações que prejudicam o momento do casal?
Sei que não existe mais aquela surpresa, quando a namorada se arruma pro namorado e ele já a encontra toda linda e perfumada. Sei que o cuidado com os lingeries diminuem. Aquelas surpresinhas que a namorada prepara para o namorado ou o contrário. Um hidratante novo, uma depilação mais ousada. A intimidade aumenta muito. Até usar o banheiro juntos passa a ser natural. Aquele dilema de soltar “pum”. Enfim, mas precisa deixar de ter esses cuidados?
Minha dica é essa, não só para o dia dos namorados, mas para o ano inteiro. Mande seus filhos para o quarto deles, se possível tire a televisão de dentro do quarto do casal, coloque na sala. A televisão favorece à diminuição do diálogo. Transforme o seu quarto no ambiente do casal. Associe ao seu quarto só estímulos que favoreçam o namoro, a relação sexual, o momento à dois. Use os outros cômodos da casa para almoçar, assistir TV, por exemplo, o quarto é sagrado.
No dia dos namorados, vale acender umas velas perfumadas, forrar a cama com uma colcha especial e limpa, colocar uma música especial no som, um bom vinho. A mulher usar um lingerie provocante e o homem uma cueca sensual, que tal? Os filhos, se possível, ficam aos cuidados da avó nesse dia. Se bem que as avós também merecem curtir o dia dos namorados! Pode ser uma babá. E vocês podem sair para namorar fora. Escolha um restaurante e o motel que o casal mais gosta.
Acredito que pequenas mudanças, pequenos detalhes, podem fazer toda a diferença. E pra deixar o seu parceiro louco, que tal vocês descobrirem juntos, sem necessariamente uma fórmula mágica? A fórmula mágica, muda. Depende do casal.
Um beijo bem grande!
Boa semana!
E, depois, digam o que acharam...
26/05/2010, 04:57
Sexo Anal e suas particularidades...
Oi pessoas!!
Como estamos?
Eu estou bem, apenas com uma insônia danada! Amanhã tem gente sofrendo, se empanturrando de café. Então, vou aproveitar e escrever um pouco. Aproveitar esse momento de solidão. A cidade dorme e eu produzo. É quando eu funciono melhor...
Por esses dias, uma garota, C., de 19 anos, namora há 3, me escreveu pedindo pra eu falar sobre sexo anal. No seu relato, C. conta que a maioria de suas amigas já fizeram e que gostaram, mas C. tem medo Teve algumas tentativas frustradas, afirma que sempre dói muito, enfim, que não foi gostoso para ela. Ela me pede dicas de como poderia fazer sem que sinta tanta dor.
E aí galera, o que vocês acham? C. deve ceder a uma pressão social?
Eu penso que não. Se as tentativas de sexo anal acontecem não por uma vontade do casal (que são os dois envolvidos, homens ou mulheres), mas sim por uma curiosidade ou pressão das colegas ou do namorado, ou ainda como forma de presentear o parceiro, é preciso repensar a necessidade de tal prática. Acho que o maior segredo é estar realmente afim. Você quer? Sente realmente vontade? A gente precisa avaliar todas as nossas expectativas e os nossos desejos em relação a essa prática.
Abaixo a ditadura do experimentar tudo e ter que sentir prazer com todo e qualquer recurso. Não somos máquinas programáveis que seguem a risca as “receitas milagrosas”. Devemos levar em consideração nossos sentimentos, emoções, as motivações, valores e educação que recebemos.
O sexo anogenital ou sexo anal, como é popularmente conhecido, implica na intromissão peniana no reto através do esfíncter anal para a obtenção de prazer sexual. É uma variação do comportamento sexual. É mais uma forma de sexo que acontece com o intuito de proporcionar prazer para os envolvidos.
Alguns estudiosos relatam que o sexo anogenital era praticado na Mesopotâmia, sem qualquer evidência de ter sido considerado tabu, sendo usado com permissão da sacerdotisa para evitar a gravidez.
Em algumas culturas a prática da cópula anal homossexual tem características rituais de preparo de adolescentes para a vida adulta, para que se desenvolvam com o sêmem do homem mais velho. Esta prática é obrigatória em muitas sociedades da Nova Guiné.
São mitos as famosas “perdas das pregas” e a perda da contratibilidade dos músculos perianais do(a) praticante. É provável que os excessos sejam danosos, assim como ocorre com quaisquer músculos do nosso corpo, a exemplo das tendinites dos digitadores de computadores...
Outro mito é que o sexo anal causa hemorróidas, que é a dilatação das veias retais. O sexo anal pode ser doloroso e agravar o quadro se a região estiver inflamada.
Deve-se acrescentar que os perigos dessa prática ou as restrições a ela são os mesmos da penetração vaginal, a exemplo da transmissão de doenças sexualmente transmissíveis ou da inadequação de tamanhos entre o pênis o ânus.
O uso de preservativo é indispensável, pois como possui muitas terminações nervosas e pouca lubrificação, o risco de micro lesões aumenta. O contato das secreções, sangue, sêmem e resto de fezes podem provocar doenças. É importante tomar sempre o cuidado de trocar a camisinha caso o casal resolva partir para a penetração vaginal. As bactérias e microorganismos do ânus podem entrar pelo canal da uretra no homem e provocar inflamações tanto no homem quanto na mulher.
O próximo cuidado é o uso de lubrificante. O ânus não é tão elástico quanto à vagina e não produz uma lubrificação natural como ela. Por isso, é preciso utilizar algum gel a base de água, vendido em farmácias, para amenizar o atrito do pênis.
Há uma técnica, que consiste em começar a prática com carícias no ânus, depois a introdução do dedo ou acessórios que vão relaxando a região e só mais tarde, o pênis. Dessa forma a musculatura anal relaxa, facilitando a penetração. A dor costuma acontecer por causa do medo e da insegurança. Isto porque a ansiedade tensiona todos os músculos do corpo, inclusive os do ânus.
O ideal é partir para a prática anal depois de muitas preliminares: beijos, abraços, carícias, por todo o corpo, sexo oral. Existe, também, a prática anilingus que consiste em passar a língua na entrada do ânus, com o objetivo de proporcionar prazer e relaxar a musculatura. Tudo para deixar a mulher bastante excitada, ou o homem.
A mulher, também, pode tocar o seu clitóris enquanto é penetrada por trás para ter maior prazer e uma posição que favorece muito é a de “ladinho” ou “conchinha”. Onde a pessoa que está sendo penetrada pode graduar ou sinalizar a intensidade, a velocidade e os movimentos da penetração. O parceiro pode ajudar bastante no quesito caprichar nas preliminares e sendo cuidadoso durante a prática.
Então, com vontade, carinho e tomado os devidos cuidados e precauções, o sexo anal pode ser uma variação sexual muito prazerosa para o casal e que não traz malefícios a saúde.
Beijos e boa semana!
Ah, e se as dicas derem certo me avisem, tá?
24/05/2010, 05:31
Locais de endometriose
Oi gente!!
Tudo bem?
Como foi o final de semana?
Bem, estou aqui zanzando pela casa, sem sono e mexendo em minhas coisas encontrei um poema de um médico amigo de minha família. Ele é uma mistura de ginecologista, escritor, poeta que sempre fala: “O médico que só sabe medicina, nem medicina sabe.”
Sempre gosto de sentar e ouvir os seus “causos” e na última vez que isso aconteceu ele me presenteou com um de seus livros. Pedi permissão para por algo aqui em meu blog e divido com vocês um poema que ele escreveu sobre Endometriose.
A doçura de Maria
“Maria é uma donzela
Entre quinze e vinte anos
Meiga, faceira e bela
E tem, na vida, mil planos
Rala e rola, dança e ginga,
Trata a todos com doçura.
Dizem que o beijo da “gringa”
Tem sabor de rapadura
Mas Maria perde a forma
Quando chega a TPM
A garota se transforma
E o mundo em volta treme.
Muda o comportamento:
Xinga, bate, morde e chora.
É enorme o sofrimento,
Quando a dor não vai embora.
Zanzando pelos lugares,
passa o dia em consultórios:
Exames complementares
E mil interrogatórios.
Em busca de lenitivo,
Fez a laparoscopia,
Perseguindo o objetivo
De ser a doce Maria.
A “Maria” de antigamente,
Quase uma fada encantada,
Antes de cair doente,
Ficar de cama, prostrada.
Usa remédio, usa a crença;
Já multiplicou a dose,
Para curar a doença
Chamada “Endometriose”.
Alguém já ouviu falar,
Em bate-papo ou TV,
Nesse mal tão popular
Que faz a mulher sofrer?
É mal de mulher moderna
Que não tem tempo pra nada,
Cuja vida é uma baderna,
Corrida e estressada.
Dificulta a gestação
E, na vida sexual,
Converte a relação
Num pesadelo mortal.
Maria e outras meninas
Jovens, bonitas, faceiras,
Padecem da mesma sina
De milhões de brasileiras.
O tratamento ideal
É multidisciplinar,
Para controlar o mal
De modo peculiar.
Há muita gente “do bem”
Trabalhando noite de dia
Pra ver se a vida mantém
A doçura de Maria”.
“A endometriose é um mal que merece toda a atenção por parte dos médicos clínicos e ginecologistas que têm por objetivo cuidar da saúde e oferecer qualidade de vida às mulheres.”
Dr. Gisleno Feitosa
Então é isso, caso reconheçam esses sintomas procurem um médico.
Beijão e boa semana!