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13/09/2017 - 09h33

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13/09/2017 - 09h33

Projeto de lei proíbe venda de refrigerantes nas escolas do Piauí

A proposta foi apresentada na Assembleia Legislativa do Piauí pelo deputado Luciano Nunes (PSDB).
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A venda de refrigerantes nas escolas de educação básica públicas e privadas poderá ser proibida no Piauí. Isso porque o deputado estadual Luciano Nunes (PSDB) apresentou nesta semana,  na Assembleia Legislativa do Piauí (ALEPI),  projeto de lei que dispõe sobre a proibição da venda de refrigerantes em escolas de educação básica.

 

De acordo com o disposto no projeto, fica proibida a venda de refrigerantes nas escolas de educação básica públicas e privadas.  Os sistemas de ensino deverão estabelecer as normas e procedimentos para o cumprimento desta lei no âmbito de suas respectivas redes de ensino.

 

Segundo Luciano Nunes, a proposta leva em consideração os riscos relacionados ao excesso de consumo de bebidas açucaradas e o aumento dos casos de sobrepeso e de obesidade na infância e adolescência.

 

“Crianças e adolescentes brasileiros passam boa parte do dia no ambiente escolar, portanto é essencial que esse espaço favoreça escolhas alimentares saudáveis e evite a oferta de produtos ultraprocessados, como refrigerantes. A obesidade infantil vem crescendo a cada dia, cinco vezes nos últimos 20 anos no Brasil, e já atinge cerca de 10% das crianças brasileiras. E um dos grandes vilões da obesidade infantil é o consumo indiscriminado de alimentos de alto teor energético e pouco nutritivos. Daí a importância desse projeto, que busca uma alternativa para combater esse problema”, disse Luciano Nunes.

 

Estudos demonstram que uma das maiores fontes de gordura e açúcar na dieta infantil vem dos lanches escolares, que cada vez mais se reduzem a alimentos industrializados e pouco saudáveis, quando não nocivos à saúde. A obesidade infantil é uma enfermidade crônica que se faz acompanhar de múltiplas complicações como o diabetes, o aumento dos níveis de colesterol no sangue, a hipertensão arterial e outros problemas cardiovasculares.

 

O projeto de Lei foi lido hoje em plenário na sessão ordinária e agora segue para tramitação nas Comissões Técnicas da Alepi.

 


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