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Domingo, 21 de janeiro de 2018

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15/12/2017 - 08h00

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15/12/2017 - 08h00

Se o Natal no Brasil e Piauí está sem vida, vamos promover a esperança!

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Mohammad Moniruzzaman
Basta percorrer e observar ruas, avenidas, praças e fachadas de casas e lojas em Teresina para constatar que o natal de 2017 ainda não tem o mesmo clima e brilho contagiantes de outros tempos. As decorações e enfeites natalinos já mostram isso; além de acanhadas visualmente, são raras e pouco vêm contribuindo para sensibilizar as pessoas.  

Afinal, o nosso querido Brasil atravessa uma crise política, econômica, social, moral, ética, de profundas mudanças midiáticas, comportamental e, o mais agravante, vem revelando perspectivas embaçadas e pouco animadoras para 2018. Diante desse marasmo e pegando carona em Euclides da Cunha e trocando "sertanejos" por "brasileiros", atentemos: "Nós, brasileiros somos, antes de tudo, fortes!"

Tem uma máxima no meio empreendedor que diz: "momentos de crises, são momentos de grandes oportunidades". Mais do que esse estímulo humano, temos Deus que ao invocá-lo, conseguimos limpar a vista, aguentar provações cultivando a fé e, acreditar ser possível renovar a esperança e seguir a estrada da vida.

O Brasil de hoje não está para brincadeira. Afinal, uma cambada viciada de políticos (Temer e cia), sem legitimidade popular alguma, está no poder graças ao golpe dado contra nossa jovem democracia. E o pior, essa gente tem e vem trabalhando dia e noite para que a maioria do povo brasileiro volte ao passado. "Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme" (Proverbios 29:2). Jamais, devemos desistir de lutar para que prevaleça a alegria do povo! 

O lado bom desse assalto ao poder é que o povo vem refletindo e caindo na real. Afinal, o aumento do custo de vida já adentra sem dó às portas dos brasileiros de baixa renda e da classe média: gás de cozinha, combustíveis, comida, energia, mensalidades escolares, planos de saúde, programas sociais sendo cortados, empregos sendo precarizados, aposentadorias ameaçadas, famílias voltando à indigência, além da redução de veículos nas ruas, menos pessoas nos supermercados e nos aeroportos, etc.

Apesar desse cenário sombrio, o natal sempre é uma boa oportunidade de alimentarmos nossas esperanças. Vamos pedir a Deus sabedoria para agir, ao invés de ficar somente reclamando, jogando pedras nos semelhantes que estão buscando saídas para essa encruzilhada. Uma hora o tempo muda e as coisas tomarão um rumo diferente, promissor e positivo, agora isso depende do engajamento de cada um.

Já temos alguns sinais de que nosso país está melhorando: não somos mais reféns de uma grande rede de tv, que dita para a nação tudo que ela seleciona de informações no mundo e Brasil, conforme seus interesses econômicos, culturais e políticos. Estamos nos comunicando e nos informando mais via redes sociais. A popularidade de Temer e sua turma está na lona, milhões daqueles que votaram em Aécio Neves, bateram panelas, apoiaram Cunha e que foram as ruas pedir o impeachment da presidente Dilma, estão envergonhados e ou arrependidos.   

Que o natal deste ano, apesar dessa crise que atravessamos, sirva para refletirmos sobre nós mesmos para assim podermos melhorar como seres humanos solidários e fraternos com os nossos semelhantes, sobretudo com aqueles mais carentes de amor e ou de pães. Façamos então fazer valer na prática o que prega Madre Teresa de Calcutá: “As mãos que ajudam são mais sagradas que os lábios que rezam”.

A verdade é que os enfeites natalinos são apenas uma das pequenas formas de demonstrarmos nosso amor para com Deus e irmãos. Que neste natal de 2017, possamos ir mais longe, seja visitando enfermos, partilhando comida e presentes, promovendo o diálogo para que nós, brasileiros, nos unamos e, mais pessoas renovem a esperança de se emancipar do ponto de vista político, cultural, econômico, social e, sobretudo, espiritual.   

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