Há poucos minutos, eu tomava um suco num dos supermercados de Teresina. De repente, aproximou-se de mim um cidadão comum; pediu licença e pôs sobre a mesa um umas dessas cadernetas que se usavam antigamente. Julguei ser um vendedor ambulante. Perguntei-lhe o preço da mercadoria. Ele sorriu e respondeu: “Sou o Arnaldo, desenhista”. Fez uma pausa e prosseguiu: “Quero apenas demonstrar ao senhor minha gratidão. Uma vez, eu estava sem nenhum material para desenhar. Fui à sua livraria e o senhor me deu o material de que eu precisava para fazer o meu trabalho. Foi um grande empurrão”. O pequeno gesto de me deixou comovido. Ganhei o dia.
Por oportuno, a livraria deixou de existir há mais de 20 anos.
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Cineas Santos é professor, escritor, poeta e produtor cultural - nas redes sociais.






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