O multilateralismo político e econômico do mundo está em cheque.
Um novo cenário geopolítico de grandes blocos, tocado por potências como, EUA, China e Rússia está sendo redesenhado. Qual a saída para os países emergentes e a Europa? Ou se unem ou se ferram! Passa por um amplo acordo político e econômico: Mercosul e União Europeia, Índia e emergentes independentes.
Sem isso, o povo da maioria dos países da América Latina, Europa, Asia e África vão continuar assistindo a retomada do processo de colonização. Pepe Mujica previu isso antes de partir!
Quando as formas de exploração envelhecem e estão dando poucos lucros para os mais fortes protagonistas do mundo, estes se unem para refundar velhas novas formas de controle econômico e político. Para isso negociam entre eles e redividem espólios, colônias.
O filme "Poderoso Chefão" ensina: primeiro faz-se uso da violência e do judiciário e, quando estas formas falham, repete-se novamente esse ciclo. Só que atualmente com mais sofisticação, lança-se mão de uma violência cirúrgica com poucas mortes, controle das narrativas da internet, espionagem e vigilância dos cidadãos comuns.
Neocolonizadores usam atualmente ensinamentos de Gramsci, intelectual orgânico comprometido com os trabalhadores, para "modernizar" a exploração.
Para Gramsci, a revolução não é apenas um levante armado, mas um processo complexo de transformação cultural e ideológica, uma "guerra de posição" para conquistar a hegemonia cultural, mudando o "senso comum" e as instituições, através da liderança de intelectuais orgânicos e da disputa por posições na cultura (escola, mídia, arte), visando a uma subversão gradual e silenciosa da sociedade burguesa, sem necessariamente o uso da força bruta.
O que põe medo aos exploradores (basta ver o pequeno exemplo no Brasil da mobilização popular pela queda da "Pec da Bandidagem") são estratégias de ampliar alianças, organização e pressão do povo nas ruas. Agora, só isto basta?






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