Se até no final do século passado, o povo ainda podia sonhar em ir a um estádio (arena) e ver com os próprios olhos uma Copa do Mundo de Futebol, em 2026 isso não é mais possível.
É que a gananciosa Fifa (Federação Internacional de Futebol) multiplicou os preços dos ingressos da Copa do Mundo de 2026 em até 22 vezes em relação aos valores cobrados no Qatar-2022.
Com esses valores exorbitantes, a entidade prevê um ganho de US$ 3,017 bilhões (R$ 15,7 bilhões) com venda de pacotes de hospitalidade e ingressos no Mundial. Trata-se de um montante seis vezes maior do que na última edição…
Os ingressos para a partida entre Brasil e Marrocos estão sendo vendidos a partir de US$ 353 (cerca de R$ 1.800) no mercado oficial de revenda, enquanto os preços no mercado de revenda independente variam de US$ 700 a quase US$ 1.900. Ou seja, mais 22 vezes mais caro do que a Copa de 2022.
O ingresso mais barato para a partida entre Brasil e Haiti, pela fase de grupos da Copa do Mundo nos EUA, custa a partir de US$ 819 a US$ 990 dependendo da categoria e do câmbio. Em sites de revenda, os valores podem chegar a US$ 2.280 ou mais.
Os ingressos para o jogo entre Brasil e Escócia variam de US$ 1.690 a milhares de dólares no mercado de revenda, com valores partindo de aproximadamente R$ 6.300. Os bilhetes oficiais para esta partida estão esgotados na Fifa, elevando os preços nos Estados Unidos.
Definitivamente as copas de futebol para se assistir jogos ao vivo viraram entrenimento de ricos. Povo que assista em tvs privadas, parceiras da ganância da Fifa (monopólios midiáticos, bets, grandes anunciantes).
A Fifa, os cartolas e grandes corporações privadas afastaram em definitivo o povo das arenas do esporte mais popular do mundo. E isso, não acontece apenas na copa do mundo, os campetições, ligas de times nacionais e internacionais, seguem a mesma lógica.
Ao só enxergarem cifrões e lucros sepultaram a possibilidade do povo frequentar os estádios, como acontecia no surgimento e expansão do futebol no século XX, tal como a imagem do torcedor que ocupava a geral (geraldinos), as arquibancadas com um radinho de pilha.
No século XXI ver e sentir emoções esportivas com os próprios olhos, sem a mediação da mídia, é cada vez mais raro e inacessível. Um privilégio cada vez mais privado e restrito à bacanas!
Futebol, o esporte mais popular do planeta, cada vez mais elitizado!






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