Na terça-feira, na efeméride, prestigiosa e concorrida, da posse do novo reitor Paulo Henrique e celebração dos 40 anos da Uespi, o governador do Piauí fez o pronunciamento de encerramento. Rafael Fonteles tem domínio de oratória, boa retensão cognitiva e imberbe carisma, instrumentos importantes para qualquer político, principalmente no exercício do poder. embora tenha seus deslizes em superávits de dados, retóricas hiperbólicas e futurismos improváveis,
Fonteles tem se destacado na realpolitik. quero apenas apontar aqui a parte final de seu discurso, quando enfaticamente defendeu o uso da inteligência artificial em todas as suas possibilidades, sob pena de estagnação científica da modernidade piauiense.
Concordo totalmente com o alcaide, principalmente o uso desta ferramenta no campo educacional, onde temos visto assombrosas resistências infundadas. recentemente, por exemplo, foi lançado um manifesto em Portugal, assinado por 28 docentes universitários, rechaçando o uso de IA generativa no ensino formal. segundo eles, a prática torna os alunos “cretinos digitais” e alertam para o que chamam de “preguiça metacognitiva”. nada mais apocalíptico e de recuo improdutivo ao que se nos apresenta como incontornável e irreversível.
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Feliciano Bezerra é professor doutor da UESPI - nas redes sociais.






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