

O PSOL perdeu o direito de participar como bancada do processo legislativo na apresentação de destaques na votação de proposições. A decisão foi tomada pelo Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), diante da expulsão dos quadros psolistas do Deputado fluminense Cabo Daciolo, agora um sem partido.
A queda de cinco para quadro cadeiras reduz a importância do PSOL enquanto legenda com representação popular, segundo interpretação do regimento pela Presidência.
O caso gerou um bafafá na votação da emenda a uma das medidas provisórias do ajuste fiscal, a que permite ao Congresso Nacional a realização de parcerias públicos-privadas. No caso especifico, Eduardo Cunha quer cumprir a promessa de construir o Anexo V da Casa entregando a construção e exploração à inicitiva privada.
Sem entrar no mérito do "Parlashopping", como tem sido apelidado o projeto, o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), fez veemente protesto contra o ato de Eduardo Cunha, que seria "abominável, inaceitável, inconstitucional, golpista, venenoso, absolutamente equivocado".
Nenhum desses pejorativos afetou a tranquilidade de Eduardo Cunha na condução dos trabalhos em plenário. Mas, Chico Alencar, ainda tinha a maia a dizer:
- O processo legislativo ser conspurcado dessa forma é absolutamente inaceitável, e sua decisão, com essa assessoria de sabujos, é monocrática e autoritária.
Ao ouvir que a assessoria era formada por sabujos, o presidente exigiu respeito.
- Qual o desrespeito? - perguntou Chico Alencar.
- Dizer que é uma assessoria de sabujos - protestou Cunha.
Chico Alencar mandou o Presidente da Câmara dos Deputados "visitar o dicionário" para saber o que é sabujo. Mas, antes que ele providenciasse um Aurélio, o líder do PSOL traduziu para o português mais popular:
- Sabujo é submisso, senhor presidente!
Nenhum desrespeito. Qual todo-poderoso não está cercado de sabujos?
Mauro Sampaio
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