As balsas encostavam no porto,
Carregadas de pote e de gente.
Balsas de talo de buriti
Boiando uns sobre os outros.
O povo fazia alvoroço
Para ver as balsas boiando
Como casas de palha
Assopradas à noite.
As balsas não subiam o rio
E eram desfeitas
Quando os suprimentos acabavam.
Os talos de buriti faziam a festa da garotada.
Viravam gaiolas e carros de brinquedo,
Com pneus de chinela japonesa,
Nas mãos criativas dos meninos da beira.
Os meninos da beira sabiam criar fantasias
E eram felizes.
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Lourival Lopes, escritor e professor do IFPI - nas redes sociais.






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