Já não me lembro da data; sei que era véspera de carnaval., Teresina despertara elétrica, acesa. Trânsito nervoso. De repente, numa das avenidas mais movimentadas de Teresina, desponta um jovem ciclista (uns 30 anos) com duas crianças pequenas numa motoquinha. A maior teria uns 4 anos anos; a outra um ano ou pouco menos. Nenhum dos três usava capacete. Pai e filhos(?) pareciam felizes. Como um cão amestrado, a morte os seguia. Lembrei-me de uma frase que o poeta Salgado Maranhão costuma repetir: " A morte não carece do nosso adjutório para fazer o seu trabalho". Alguns insistem ajudá-la.
*****
Cineas Santos é professor, escritor, poeta e produtor cultural - nas redes sociais.






Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião desta página, se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.