Quis o destino que, numa das edições do SALIPI, se encontrassem três cidadãos cujos nomes se enquadram na categoria dos substantivos “bissexuais”: Zuenir Ventura, Alcione Araújo ( de saudosa memória) e Cineas Santos. Rolaram histórias muito engraçadas. Um dos convidados passou a nos chamar “as balzaquianas do SALIPI”.
Num dos almoços, fizemos uma aposta para escolher a história mais engraçada. Alcione contou que certa feita foi convidado para proferir uma palestra numa cidade mineira. Ao chegar ao hotel, foi conferir a reserva. O cidadão que o atendeu explicou: “ A reserva da dona Alcione está confirmada, mas não consta o nome do acompanhante”. Foi complicado explicar que a “dona Alcione” era ele.
?Das muitas histórias que o meu nome já rendeu, a mais interessante deu-se no dia da inauguração da Oficina da Palavra. Eu estava aflito, cheio de problemas, ansioso. De repente, para um carro, desce uma moçoila saltitante sobraçando um lindo buquê de flores. Da porta, gritou: “Flores para dona Cineas”. Não me contive: me chama de Cici: assim, ficamos mais íntimas.
Zuenir venceu a aposta. Eis a história dele: no Rio de Janeiro, há muitas mulheres como o nome de Zuenir. Uma delas se cansou de tanto a incomodarem procurando o escritor. Um dia, um repórter ligou, e ela: “Lamento informar que o nosso inesquecível Zuenir faleceu hoje cedo. O corpo será velado na capela do Cemitério São João Batista”. O repórter, louco por um furo, nem pensou duas vezes: jogou a informação no ar. Resultado: mesmo tornando-se “imortal” na ABL, Zuenir continua irremediavelmente morto para muita gente. Como diria o poeta, “o nome marca o homem.*
Dia 1º de junho, vivíssimo, Zuenir chegou aos 95 anos de idade. Parabéns , meu irmão.
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Cineas Santos é professor, escritor, poeta e produtor cultural - nas redes sociais.






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