Facebook
  RSS
  Whatsapp
Terça-feira, 25 de Ago de 2026
Colunas /

VC no Acesse

VC no Acesse

contato@acessepiaui.com.br

25/08/2026 - 05h09

Compartilhe

VC no Acesse

contato@acessepiaui.com.br

25/08/2026 - 05h09

O Mulato e Casa de Pensão

 

"Vemos que o autor foca na época, muitas coisas que ainda hoje persistem"

 "Vemos que o autor foca na época, muitas coisas que ainda hoje persistem"

Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo: Nasceu em São Luís/MA, a 14 de abril de 1857 e, morreu em Buenos Aires/Argentina em 21 de fevereiro de 1913, vítima de atropelamento, onde vivia e trabalhava como Diplomata. Ele era o irmão mais novo de Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo (1855/1908). Dramaturgo e jornalista. Três Teatros no Brasil receberam seu nome: Teatro Artur Azevedo de São Luís/MA, São Paulo e Rio de Janeiro. Os irmãos também foram fundadores da Academia Brasileira de Letras e participaram da mesma.

Naturalismo. Segundo especialistas, o principal representante e fundador do Naturalismo no Brasil foi o escritor maranhense Aluísio Azevedo, embora apareça outros nomes de destaque no final do século XIX: Adolfo Caminha, cearense (1867/1897: autor de Bom-Criolo e A Normalista; Raul Pompéia (1863/1895): Conhecido pelo romance impressionista e psicológico-naturalista O Ateneu; Inglês de Souza, paraense (1853/1918): Pioneiro do Naturalismo na região amazônica com o Missionário. 

Porque, eu Teófilo trago a discussão desses livros em pleno século XXI, ano 2026? Sou amante da leitura e, ganhei de presente de aniversário, reli. As três obras mais importantes de Aluísio Azevedo (O Cortiço, O Mulato e Casa de Pensão), embora de ficção, são baseadas em fatos reais e continuam atualizadas nos tempos de hoje. O Cortiço, já comentei, hoje comentaremos. O Mulato: A história se passa em São Luís/MA e acompanha Raimundo, um jovem culto que vai estudar na Europa, retorna ao Maranhão e se apaixona pela sua prima Ana Rosa. O casal enfrenta preconceito da sociedade local e a rejeição ao casamento devido Raimundo ser mulato, filho de negra. O pai de Ana Rosa, faz tudo para o casamento não acontecer e, sempre ajudado por Padre Diogo que faz jogo sujo: Usa da confiança de Ana Rosa para dizer que está lhe ajudando a realizar seu sonho de casar com Raimundo, mas por outro lado, incentiva o pai da moça a não aceitar, ao ponto de ser o mandate do assassinato de Raimundo. Ana Rosa estando grávida de Raimundo, com  a morte dele, o pai de Ana Rosa com a ajuda de Padre Diogo realiza o casamento dela com outro homem. Vemos que o Livro O Mulato trás uma crítica social, que ainda hoje em pleno século XXI, ano 2026, se faz presente com preconceito, racismo e outros. 

Casa de Pensão. É um clássico brasileiro, publicado em 1884 que foca na história de Amâncio, um jovem rico do Maranhão que vai para o Rio de Janeiro estudar medicina, como muitos outros de todo Brasil, o RJ por ser sede da Corte atrai pessoas do Brasil inteiro, (em 1808, quando D. João VI chega ao Brasil, o RJ tinha aproximadamente 60 mil habitantes, logo chega a 90 mil e no início do século XX ultrapassa um milhão de habitantes). Amâncio abandona os estudos para viver em uma pensão de: João Coqueiro e Madame Brizard, cheia de vícios, interesses financeiros e intrigas. Como é de praxe no Brasil, os donos da pensão armam armadilha, atraído pela riqueza e o subornaram para se envolver com Amélia, irmã de Coqueiro. Amâncio tenta fugir para o Maranhão, para cuidar da herança do pai, com a morte do mesmo. O tio de Amélia usa a corrupção das autoridades e o prende. Após ser solto, é assassinado pelo próprio Coqueiro. Sua mãe ângela vai ao RJ e, quando descobre que o filho está morto,  morre de infarto.  

Sociedade Suja, continua: Vemos que o autor foca na época, muitas coisas que ainda hoje persistem: Preconceito Racial, Hipocrisia, Machismo, Crítica ao Clero, Tragédia Social, Corrupção, Exploração e Ganância, entre outros. PENSE NISSO.

Se alguém como eu gostar de leitura, recomendo esses livros.

******

José Teófilo Cavalcante. Conselheiro de Saúde, Defensor Intransigente do SUS Público e Diretor do SINTSPREVS/PI.

Comentários