Não demorou nada para a novela que movimentou o Brasil acabar e já estamos acompanhando pelos noticiários um filme mais que real do que acontece de fato no Brasil. O ex-presidente Jair-Bolsonaro, não se conformou com as maravilhas de sua prisão domiciliar em condomínio luxuoso no Jardim Botânio, no Rio de Janeiro, e violou a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, infringindo claramente as regras do regimento ao qual estava submetido.
Nada de novo no front para um ex-militar que planejou explodir bombas-relógio nas unidades militares do Rio de Janeiro. O ex-presidente atualmente responde na justiça por seus atos de tentativa de golpe de Estado junto a inúmeros aliados. O plano incluía, dentre outras atrocidades, assassinar o presidente Lula e seus ministros.
A trama não se resume à violação da tornozeleira, mas se estende a uma falsa vigília arquitetada por seu filho, Eduardo Bolsonaro, junto a aliados e fiéis, o que claramente era um acobertamento da fuga – tentativa que se estende aos aliados que também respondem por tentativa de golpe na justiça. Hollywood perde feio para os roteiros verídicos do Brasil.
Devemos respeitar os circos e os palhaços quando formos comparar esta confusão medonha a qualquer situação de tragicomédia. Brasileiros sequer puderam tomar uma cerveja às 6h da manhã para comemorar a prisão deste senhor, mesmo com todas as regalias de seu condomínio com área de lazer, quadras para esportes, churrasqueiras, pista de skate e parquinhos.
Seria a terra do Tio Sam o próximo destino? Uma ligação de Trump, talvez, prometendo o sonho americano? Risos. Talvez ainda restem relógios caríssimos ou algum colares de diamantes escondidos da época em que foi presidente que garantam a existência deste ser em terras onde a moeda custe cinco vezes mais que o real. Ou até mesmo um financiamento coletivo de apoiadores que, mesmo com tantas evidências, preferem jurar que o ex-presidente não é culpado de crime algum.
A defesa de Jair Bolsonaro agora tenta pedir que ele volte a viver as mordomias do condomínio em que vivia, mesmo após ter infringido regras fundamentais da prisão domiciliar. Apesar de que a cela reservada para ele contém mordomias que 99,9% da população carcerária, e até mesmo não carcerária, jamais imaginaria: com direito a frigobar, TV, inclusive uma mesa de trabalho – e Bolsonaro trabalha desde quando?
Agora é esperar pelos próximos capítulos desta novela escancarada de fatos reais que todos acompanhamos pelos noticiários. E torcer para que a população nunca mais eleja um presidente que sua máxima seja “faz arminha”. Porque no Brasil, não pode valer tudo para sempre.






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