A história é sabida e consabida: aos 13 anos de idade, descobri, por acaso, a English Lavender, num dia de muita sorte. Decidi que aquele seria o “meu” cheiro. Aos 15 anos, comprei o primeiro frasco. Desde então, nunca me permiti usar outra coisa. Um triste dia, a Atkinsons parou de fabricar o perfume. Sofri como um bezerro desmamado. Foi aí que recorri às amigas de todas as latitudes. Choveram lavandas em minha vida, inclusive de Londres, presente da dona Gilka Viana; Claudia Brandão me trouxe uma da França; Francisca Mendes, de Portugal...
Para não matar ninguém de inveja, não revelo o volume que tenho em estoque. Pois hoje, minha cunhada querida, a Veríssima, me trouxe uma de Lisboa. Feliz como um menino que ganha a primeira bola, grito ao mundo: habemus lavender!
Assim,vestido de azul e encharcado de lavando, estarei pronto para receber a “indesejada das gentes”, mas como diria Santo Agostinho, “não precisa ser agora, Senhor”.
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Cineas Santos é professor, escritor, poeta e produtor cultural - nas redes sociais.






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