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Segunda-feira, 28 de Set de 2026
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Iane Carolina

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28/09/2026 - 08h32

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28/09/2026 - 08h32

A Fé nas Eleições

 

"Bispos da região Amazônica publicaram um manifesto em defesa da soberania nacional"

 "Bispos da região Amazônica publicaram um manifesto em defesa da soberania nacional"

O título deste artigo tem duplo sentido de forma proposital. Na última semana bispos da região Amazônica publicaram um manifesto em defesa da soberania nacional, da defesa da Amazônia, contra discursos violentos, Fake News, dentre outros. 

O rebuliço foi grande entre a extrema direita, que acusou a Igreja Católica de defender a esquerda. Logo a extrema direita, que se utiliza das igrejas evangélicas por todo o país para recrutar votos.

E antes de me acusarem de ser contra a religião evangélica, vou usar do mesmo artifício que usam com públicos diversos: não tenho nada contra, inclusive tenho amigos evangélicos.

Mas se a orientação parece ser de esquerda, quero saber para que rumo estão indo os ditos cristãos do Brasil. Ah, já sabemos: o caminho do ‘bandido bom é bandido (...)’, ‘faz arminha’, ‘mulher feia tem que ser estuprada’, etc.

O manifesto dos bispos é mais do que uma obrigação para com os fiéis em tempos que cristãos desejam a morte de seus semelhantes. E não, não estou sugerindo a impunidade a pessoas que cometem crimes de assalto e similares. A justiça é para todos e as pessoas que praticam ou praticaram delitos devem responder de acordo com as leis vigentes – ou deveriam.

A questão é que apesar de o Estado ser laico, muitas pessoas acreditam que deveríamos aplicar a lei de Talião: promovendo linchamento público e fazendo justiça pelas próprias mãos. E não, a democracia e a justiça brasileira têm fundamentos parecidos com o cristianismo: o de assegurar a ampla defesa e o contraditório.

Este texto não tem a intenção de te pedir voto, mas quer te levar à reflexão sobre a escolha dos candidatos que comandarão as diretrizes do país pelos próximos quatro anos. O Brasil é um país com histórico de povo alegre e acolhedor e não pode se deixar levar por uma onda de ódio. 

Seja qual for a sua fé: católica, evangélica, umbandista, espírita, etc., é importante observar que linguagem o candidato adota: o de um país justo e em direção ao progresso, ou um discurso de ódio feito apenas para viralizar e cooptar seguidores pregando medo e terror.

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Iane Carolina é jornalista e especialista em Comunicação Empresarial pela Universidade Metodista de São Paulo.

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