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Juscelino Kubitschek, assassinado?

 

"A versão do livro de Heitor Cony, faz com que a gente acredite no assassinato."

 "A versão do livro de Heitor Cony, faz com que a gente acredite no assassinato."

O que se comenta ultimamente na mídia é um relatório elaborado pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) conclui que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi vítima de um assassinato político em 1976. O documento contesta a versão oficial da época de que o ex-presidente teria morrido em um acidente de carro na via Dutra. Segundo os laudos periciais e a versão oficial divulgada em 1976, JK e seu motorista, Geraldo Ribeiro (1913/1976), morreram em 22 de agosto após uma colisão na Via Dutra, rodovia que liga o Rio de Janeiro a São Paulo. O Chevrolet Opala em que viajavam teria batido na traseira de um ônibus, perdido o controle, invadido a pista contrária e colidido de frente com um caminhão.     

Censura e Desaparecimento de Pessoas.

A imprensa na época sob forte censura, somente divulgou a versão oficial de um trágico acidente, mesmo assim houve uma grande comoção social. Já vão 50 anos com muitas dúvidas no ar. Parentes e pessoas próximas relataram que JK vinha sofrendo ameaças e temia por sua vida. A dúvida continua, mesmo porque quando JK morreu e, em menos de uma ano, aconteceram três mortes de pessoas importantes na história política brasileira: Em agosto de 1976, Morreu JK; em 06 de dezembro do mesmo ano morreu João Goulart; em 21 de maio de 1977, morreu Carlos Lacerda, além de Carlos Prats (1915/1974) assassinado, ex-comandante do Exército Chileno (1974) e Orlando Letelier (1932/1976), chileno também assassinado 1976 (os dois foram assessores próximos a Salvador Allende 1908/1973 (presidente eleito do Chile é assassinado). Em anos de chumbo grosso, os militares se achando donos do poder, desaparecimentos e mortes de inimigos dos militares e em plena atividades da Operação Condor (campanha de repressão na década de 1970, política e terror de Estado levada a cabo pelas ditaduras de direita do Cone Sul- Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, com apoio dos Estados Unidos.

O Beijo da Morte (no universo da máfia, o “beijo da morte” era um sinal ou aviso silencioso dado por um chefe para indicar que um membro da família estava marcado para morrer), livro escrito pelo jornalista e escritor Carlos Heitor Cony (1926/2018) e Anna Lee (jornalista e escritora), publicado em 2004, para sugerir que os três políticos foram vítimas de uma conspiração orquestrada e silenciada pelo poder vigente. Sobre o Jango e Carlos Lacerda, falaremos depois (Carlos Lacerda não me representa, pois era golpista de 1ª linha), nosso foco aqui é o JK. Na versão dos militares JK seria uma ameaça para o regime, pois poderia incentivar a luta contra o regime e, mesmo ser eleito presidente do Brasil novamente.

Morte de JK.

A versão do livro de Heitor Cony, faz com que a gente acredite no assassinato. JK teria viajado de Brasília a São Paulo, uma viagem cheia de mistérios, de lá iria para o RJ, mas estava com bilhete de volta para Brasília via aérea. Almoçou com amigos na residência de Ademar de Barros (1901/1969), Adolpho Bloch (1908/1995), dono do grupo Manchete) disponibilizou o Motorista da Manchete para levá-lo ao aeroporto de São Paulo para viagem a Brasília. Durante o percurso JK pediu que o motorista o levasse ao Km 2 da Rio-São Paulo, pois já havia orientado seu motorista particular a esperar naquele local, sem que ninguém soubesse. No km 165 da Via Dutra, seu carro foi imprensado entre um ônibus, em tráfego regular, e outro carro que depois de ter acompanhado o Opala de JK por alguns km, decidiu ultrapassá-lo, justamente no momento em que Geraldo Ribeiro deu sinal de que iria ultrapassar o ônibus. Nesse instante, o carro que vinha, há bastante tempo, atrás do Opala, também fez a ultrapassagem, ao fazê-lo, fechou mais adiante o carro de JK, obrigando Geraldo a fechar por sua vez o ônibus, cuja velocidade seria a oficial da época 80 km/h. Geraldo aumentou a velocidade, no instante da ultrapassagem, ao se sentir fechado por outro carro, não teve alternativa senão a de jogar seu carro para o lado da pista onde o ônibus trafegava. Com o pequeno choque, quase um raspão, o carro de JK foi violentamente lançado para a contramão, onde uma carreta consumou o desastre.

Os Militares, Ódio e Medo de JK e Teorias da Conspiração. 

JK era mesmo um desafeto para os militares. Mesmo tendo votado a favor de Castelo Branco (1897/1967) na eleição indireta para Presidente da República, pouco tempo depois cassaram seus direitos políticos, entre outros. As teorias que apareceram na época sobre a morte de JK: No KM 2 da Dutra, JK sai do carro da Manchete e entra no Opala; militares acertaram com JK em restaurante na beira da estrada uma conversa sobre sua situação política; houve a hipótese que uma bomba teria explodido dentro do Opala; um atirador de elite teria alvejado o motorista de JK na cabeça. O mistério da viagem seria um encontro no hotel Fazenda Vilaforte com Lúcia, sua amante e que não poderia chegar ao RJ de avião para não ser questionado pela imprensa e te que dá satisfação para dona Sara (esposa) . Nada foi provado, mas há indícios dos acontecimentos que nos leva a crer na Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos  e no livro de Heitor Cony.

Pense NissoENSE NISSO!

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José Teófilo Cavalcante. Conselheiro de Saúde, defensor intransigente do SUS 100% público, Diretor do SINTSPREVS/PI. 

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