Hoje (26 de junho) meu mestre e guru atinge o tempo cósmico-humano de 84 anos. Diante de um gênio não posso dizer muito, além de assumir minha condição devotatória a sua persona étnico-cultural e a sua monumental obra poético-cancionista.
A força ancestral mítica de Gilberto Gil revela o significado da resistência viva à travessia do atlântico negro, confirma a diáspora como potência de construção do hibridismo cultural brasileiro. esse ecossistema está impresso no corpo de Gil, em seu domínio absoluto da linguagem musical total, em sua perícia com a palavra poética, que fazem dele um bólido estético imprescindível. sua intervenção aplicada e generosa na mentalidade cultural do Brasil garante um andar no cume da construção de nossa civilização tropical.
Já estive com Gilberto Gil várias vezes, numa delas eu o beijei, e este beijo afetivo, semiótico, étnico e transcendental me foi correspondido…
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Feliciano Bezerra é professor doutor da UESPI - nas redes sociais.






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