Para os mais jovens, Millôr Fernandes (1923 – 2012) foi um dos intelectuais mais influentes do Brasil. Jornalista, tradutor, dramaturgo, cronista, poeta e, acima de tudo, um humorista com vocação para filósofo. Não por acaso, tinha o apelido de “o Filósofo do Méier”. Era um homem que sabia quase tudo de tudo. Sacava rápido. Quando o computador chegou ao Brasil, Millôr advertiu: “Cuidado, moçada: não há computador mais inteligente que o dono”. Absolutamente certeiro.
Certa feita, diante de um escândalo que enxovalhava o Vaticano, afirmou em tom de brincadeira: “Se eu fosse o papa, vendia tudo e ia embora”. Talvez, hoje, dissesse o mesmo do ministro Edson Fachin. O presidente do STF vem tentando, há bastante tempo, elaborar um código de ética capaz de conter os “ímpetos pecaminosos” dos companheiros de toga. O projeto não avançou um côvado...
A continuar nesse ritmo, qualquer dia desses, o Eduardo volta ao Brasil e, acompanhado de um cabo e um soldado, fecha o STF. Pobre República!
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Cineas Santos é professor, escritor, poeta e produtor cultural - nas redes sociais.





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