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Redação

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18/09/2026 - 18h01

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18/09/2026 - 18h01

Os 5 melhores zagueiros da história do futebol

A posição passou por diversas “metamorfoses” ao longo das décadas.

 

 

Com certeza, se você acompanha futebol, já ouviu a fatídica frase que “Ataque ganha jogos, mas defesas ganham campeonatos”. Escolher os melhores zagueiros da história do futebol exige olhar além dos gols e enxergar leitura de jogo, liderança e capacidade de organizar uma equipe inteira a partir do último terço.

A posição passou por diversas “metamorfoses” ao longo das décadas. Saiu do marcador puro dos anos 1950, passou pelo líbero criativo dos anos 1970 e chegou ao defensor moderno, que precisa sair jogando sob pressão e sustentar uma linha alta.

Para quem gosta de acompanhar as ligas europeias e o futebol nacional, é possível encontrar na seção de apostas online em futebol na Betnacional o calendário completo das principais competições do mundo.

Selecionamos cinco nomes que redefiniram o que se espera de um defensor.

Franz Beckenbauer, o inventor do líbero moderno

Muitas vezes tido como “o Pelé dos zagueiros”, o alemão transformou uma função defensiva em posição de criação. Beckenbauer saía jogando com a bola dominada, conduzia até o meio-campo e ditava o ritmo da equipe, algo praticamente inédito para um defensor nos anos 1970.

Além disso, conseguiu o feito raríssimo de vencer a Bola de Ouro não apenas uma vez, mas sim duas, 1972 e 1976. Foi capitão da Alemanha campeã mundial em 1974 e conquistou três troféus de Champions League seguidos com o Bayern de Munique, entre 1974 e 1976.

Depois, ergueu a Copa do Mundo de 1990 como treinador, entrando para o grupo restrito de quem venceu o torneio dentro e fora de campo.

Franco Baresi, o cérebro da linha de impedimento

Um dos maiores ídolos da rica história do Milan, Baresi passou os 20 anos de carreira no rossonero, com 719 partidas disputadas. Sob o comando de Arrigo Sacchi, foi o organizador da linha de impedimento mais famosa que o futebol já viu, capaz de anular ataques inteiros com movimentos coordenados.

Conquistou seis campeonatos italianos e três títulos europeus. Ficou em segundo na Bola de Ouro de 1989 e teve a camisa 6 aposentada pelo clube logo após sua despedida.

Pela seleção italiana, foi campeão do mundo em 1982 e capitão do vice-campeonato de 1994, quando jogou os 120 minutos da final apenas 25 dias depois de uma cirurgia no joelho. Baresi morreu em 31 de julho de 2026, aos 66 anos, e foi homenageado por clubes e jogadores do mundo inteiro.

Paolo Maldini, o defensor mais completo que já existiu

Ao lado de Baresi, Paolo Maldini é, provavelmente, um dos maiores ídolos da história do Milan. Foram incríveis 902 jogos pelo em 25 temporadas, recorde absoluto do clube, e 126 partidas pela Itália. Maldini começou como lateral esquerdo, atuou também pela direita e virou zagueiro central na segunda metade da carreira, mantendo o mesmo nível em todas as funções.

Conquistou cinco títulos de Champions League e sete campeonatos italianos. Sua marca registrada era, além da liderança dentro e fora de campo, o desarme limpo, quase sempre sem falta, resultado de um posicionamento que tornava o carrinho desnecessário na maior parte das vezes.

Sua lendária camisa de número 3 também foi aposentada pelo clube, com a ressalva de que poderá voltar a ser usada por um de seus filhos.

Bobby Moore, elegância sob pressão

Capitão da Inglaterra campeã do mundo em 1966, Moore jogava com uma serenidade incomum. Sua velocidade e porte físico nunca foram impressionantes, porém compensava tudo com uma antecipação e tempo de bola surreais à época..

Seu desarme em Jairzinho, na partida contra o Brasil em 1970, segue sendo estudado como exemplo perfeito de leitura de jogada. A imagem do abraço com Pelé no fim daquele jogo virou uma das fotografias mais reproduzidas da história do esporte.

Pelé, aliás, costumava citá-lo como o defensor mais difícil que enfrentou na carreira.

Fabio Cannavaro, o último zagueiro a vencer a Bola de Ouro

A campanha da Itália na Copa de 2006 é a melhor tradução do que Fabio Cannavaro representou ao futebol mundial. Com apenas 1,76m de altura, compensava a estatura com um tempo de bola quase perfeito, agressividade controlada e liderança evidente.

Capitão da seleção campeã naquele ano, levou a Bola de Ouro de 2006 e segue sendo o último defensor a conquistar o prêmio. Também acumulou 136 partidas pela Itália e passagens marcantes por Parma, Juventus, Inter de Milão e Real Madrid.

Sua defesa no lance decisivo contra a Austrália, nas oitavas de final daquele Mundial, é lembrada como uma das intervenções mais importantes da campanha italiana.

E os brasileiros nessa conversa?

O Brasil produziu defensores de altíssimo nível, ainda que a memória popular guarde mais espaço para atacantes. Alguns nomes obrigatórios:

  • Domingos da Guia: pioneiro na década de 1930, foi o primeiro zagueiro brasileiro a sair jogando com a bola no pé.
  • Bellini: capitão do título mundial de 1958 e criador do gesto de erguer a taça, hoje repetido no mundo inteiro.
  • Aldair: mais de 400 jogos pela Roma, campeão do mundo em 1994 e ídolo absoluto na Itália.
  • Lúcio: peça central do título de 2002 e da Inter de Milão campeã europeia em 2010.
  • Thiago Silva: capitão em três Copas do Mundo, campeão da Champions League pelo Chelsea em 2021.

O que define um grande defensor

Os cinco escolhidos têm perfis diferentes, mas compartilham um traço: todos organizavam a equipe a partir da defesa. Beckenbauer com a bola, Baresi com a linha, Maldini com o posicionamento, Moore com a antecipação e Cannavaro com a liderança.

A Copa do Mundo de 2026 reforçou esse raciocínio. A Espanha foi campeã em Nova Jersey após vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação e sofreu apenas um gol em oito partidas. O goleiro Unai Simón levou a Luva de Ouro e o zagueiro Pau Cubarsí, de apenas 19 anos, foi eleito o melhor jogador jovem do torneio.

Quem quiser acompanhar de perto os campeonatos onde a próxima geração de defensores está sendo formada pode conferir a agenda de jogos e fazer sua aposta online na Betnacional com foco no entretenimento que o futebol proporciona.

A discussão sobre os melhores zagueiros da história provavelmente nunca terá resposta definitiva, e é justamente aí que mora a graça. Cada geração acrescenta um nome novo à lista, desde Sergio Ramos à Virgil van Dijk ou até mesmo o próprio Cubarsí, ainda que dando seus primeiros passos, já colocam a pergunta de volta em pauta.

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